Antes de Ina, antes de Rachael, antes de Emeril, existia Julia, a mulher que mudou para sempre a maneira de cozinhar da América. Mas em 1948, Julia Child era somente uma mulher americana que vivia em França. O trabalho do seu marido levou-a a Paris, e com o seu espírito incansável, Julia tinha um enorme desejo de fazer algo. Quinze anos depois, Julie Powell está estagnada. Perto dos 30, a viver em Queens e a trabalhar num cúbiculo, enquanto as suas amigas alcançam carreiras de sucesso, Julie procura um projecto para focalizar as suas energias. Decide assim passar exactamente um ano a cozinhar as 524 receitas do livro de Julia Child - "Mastering the Art of French Cooking" - e cria um blog onde relata as suas experiências.Interessante verificar que a própria blogosfera já tem a sua própria história. Não posso deixar de assinalar a perplexidade estampada nos olhos dos que verificavam que havia gente que li e vivia aquilo que escreviamos nos blogs, incluindo a própria mãe... Que inocentes que eles eram ou nós...
As interpretações de Meryl Streep e Amy Adams - que já o ano passado arrasaram com "A Dúvida" (ver crítiva neste blog) - são refrescantes e bem humuradas. Meryl Streep com a função de nos relembrar a cozinheira/apresentadora Julia Child e Amy Adams a retratar uma jovem de 30 anos que tenta romper com a monotonia e com as suas dúvidas existenciais. Será que é desta que há Óscar?
Classificação:
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Claro que podemos criticar a ousadia da Columbia Pictures ou da AEG Live por nos tentar enganar com a história do “for two weeks only” e depois esticarem a apresentação por mais uma semana devido “ao sucesso do filme”. Também podemos argumentar que estamos fartos “de levar” com o mito Michael Jackson e pedir aos céus que TODA a gente decida simplesmente deixá-lo descansar em Paz. E até sabemos que existe, de facto, muito respeito pelo trabalho do artista, mas que o que todos procuram agora é ganhar o seu quinhão com a memória dele… Mas o que podíamos fazer? Ignorar o filme…?