Segundo Karina Mitchell, do New York Times, “you're either going to love this movie, or leave feeling incredibly frustrated, depending on how much patience you have and how much you love art films.” Nem mais.O novo filme de Clooney é demasiado europeu para ser um filme de Clooney e Clooney é demasiado americano para fazer um filme europeu... A mistura origina uma obra estranha e um pouco enfadonha.
Baseado no romance "A Very Private Gentleman" de Martin Booth, o filme conta a história de um assassino profissional que se refugia numa pequena cidade italiana, à espera que o convoquem para a sua última missão. Com vontade de viver uma vida “normal”, ele apaixona-se e vai cometer alguns descuidos imperdoáveis até a missão lhe ser revelada.
A história é banal e previsível. O ritmo é leeeeeeeento. E a única coisa que vale de facto a pena são os cenários (região do Abruzzo, província de Áquila) e (para quem aprecia) a beleza das mulheres: Violante Placido, Thekla Reuten e Irina Björklund. Paolo Bonacelli, Johan Leysen e Filippo Timi compõem, com elas, o belíssimo elenco internacional dirigido pelo popular fotógrafo de música Anton Corbijn. Até agora, a maioria das suas produções (em fotografia e vídeo) e as suas experiências em filme (cinema e vídeo) tinham como protagonistas bandas internacionais (Metallica, U2, Depeche Mode, Bryan Adams, etc.). Ainda assim, esta parece uma experiência válida e prometedora…
Classificação:
**

Mais um filme desencantado, que dá conta da “revolução” que, silenciosa, ocorre nas vidas de todos nós. Já não acreditamos em muito e o que nos vais sendo revelado à custa da “era da informação não filtrada”, apoiada nas novas tecnologias, faz-nos acreditar em menos ainda. Entre câmaras em directo da guerra, Tweets e Wikileaks, esta é mais uma obra política, destinada ao público cansado de ser enganado pela elite política e ávido de saber “tudo”… na esperança de que, sabendo tudo, possa tomar atitudes...

É verdadeiramente assustadora a realidade expressa neste documentário... Apesar de uma sonoplastia muito duvidosa que coloca entrevistados frente a frente com frases graves que não foram ditas na entrevista, mas sim, que foram colocadas à posteriori com o intuito de os ridicularizar, os visados não têm desculpa pelos actos perpretados no passado. No entanto, e o mais assustador de tudo, é que estas são exactamente as mesmas pessoas em quem Barack Obama deposita a sua confiança para (des)governar a grande potência mundial.
Devo em primeiro lugar realçar que este filme é uma agradável surpresa, e que não é necessário ser-se um guru da economia para perceber que a ficção traduzida neste filme, reflecte a realidade da crise grave que nos afecta a todos, fruto da ganância e lucro descontrolado.