terça-feira, 30 de março de 2010

Um Sonho Possível (The Blind Side)

Óscar?? Desculpem a provocação, mas comparar esta performance da Sandra Bullock com a de Gabourey Sidibe é puro mau gosto de tão distantes que são (a favor de Gabourey). Infelizmente é mesmo caso para dizer que, ao contrário do que disse Monique quando ganhou o Óscar de melhor actriz secundária ("It can be about the performance and not the politics") neste caso foi definitivamente "about the politics" e do estatuto (merecido, é certo) que Sandra já tem. No entanto, penso que este não será o filme da vida dela, mas "Precious" foi o de Gabourey Sidibe (e de toda uma geração que se revê na história e na personagem defendida pela actriz).
Quanto ao filme, a sinopse diz: "Michael Oher, um teenager sem abrigo que sobrevive como pode, é avistado na rua por Leigh Anne Tuohy. Esta, reconhecendo-o como colega de escola da sua filha, insiste para que ele saia do frio, dado que é pleno Inverno e Michael está de calções e t-shirt. Sem hesitar, Leigh convida-o a passar a noite na sua casa. O que começou como um gesto de ternura, tornou-se em algo mais, quando Michael passou a fazer parte da família Tuohy. Vivendo neste novo ambiente, o rapaz encontra desafios completamente diferentes daqueles que tinha. À medida que o tempo foi passando, Michael começou a descobrir o seu potencial (não só como jogador de Futebol Americano) e a sua presença no seio dos Tuohy levou-os a descobrirem um pouco mais sobre eles próprios".
Este, infelizmente também não fica para a história, embora seja uma história verídica e interessante.

Classificação:
***

À Procura do Homem Ideal (My one and only)

Uma viagem aos (nos) 50`s
Uma verdadeira viagem ao mundo dos 50`s, tal como no 1º "Regresso ao Futuro"... A sinopse diz: "Cansada do seu infiel marido, Ann Devereaux (Renée Zellweger) pega nos seus filhos, Robbie e George, e no seu Cadillac de 1953 e parte rumo a um novo destino, à procura do homem ideal para si e a para a sua família. Mas encontrar um novo companheiro não é tão fácil como Ann pensava e, à medida que vão deixando a estrada para trás, George começa a questionar a vida em constante viagem e as aparentemente egoístas motivações da mãe"…
Apesar de contracenarem pouco, Renée Zellweger e Kevin Bacon têm dois papei bem conseguidos. Renée acaba por materializar a revolta feminina. Não se contentando com a sua vida, procura mais para si e para os filhos, custe o que custar... Mesmo assim, é um filme de que me vou esquecer...

Classificação:
***

segunda-feira, 15 de março de 2010

Amar…É Complicado! (It's Complicated)

A prova de que há vida depois dos 50...

“Jane (Streep), mãe de três filhos já crescidos, proprietária de um restaurante / confeitaria em Santa Barbara, tem – após uma década de divórcio – uma relação amigável com o seu ex-marido, o advogado Jake (Baldwin). Mas quando Jane e Jake se encontram fora da cidade, por ocasião da cerimónia de final de curso do seu filho, as coisas começam a complicar-se. Uma inocente refeição a dois transforma-se no inimaginável – um caso. Com Jake casado com a bem mais jovem Agness (Lake Bell), Jane é agora – quem poderia imaginar?! – a outra mulher. Apanhado no meio do renovado romance está Adam (Martin), um arquitecto contratado para remodelar a cozinha de Jane. Ele próprio em recuperação de um sofrido divórcio, apaixona-se por Jane, mas rapidamente se apercebe que faz parte de um triângulo amoroso. Devem Jane e Jake prosseguir com as suas vidas ou é o amor de facto mais belo numa segunda oportunidade? Certo, certo é que Amar… É Complicado!”
Esta é das raríssimas vezes em que a Lusomundo divulgou um teaser decente sobre um filme… Valeu a pena ler, hem?… ;)
Meryl Streep é, mais uma vez, absolutamente soberba. Houve uma altura em que eu tinha a certeza absoluta de que ela não podia ser assim tão boa actriz. Ela tinha de ter feito alguma coisa má! Eu estava, aliás, segura, de que a moda de dizer bem da Meryl Streep se tinha enraizado de tal forma no planeta que, mesmo aqueles que não gostavam do desempenho dela num filme qualquer, se calavam-se para não serem apedrejados na rua. Mas quanto mais filmes vejo da Meryl Streep, mais certeza tenho de que ela só pode ser um extra-terrestre, vindo à terra para provar que os humanos são insignificantes e vergonhosos. Não é possível tanto talento existir num comum mortal. Não é plausível que alguém seja tão perfeito no que faz. Façam-se teses de Doutoramento sobre esta mulher, por favor! Investigue-se! Estude-se! Tem de existir um motivo para ela ser A melhor! Sempre! E linda! Sempre!
…Portanto, sobre o desempenho de Meryl estamos conversados…
O resto complica-se. Steve Martin, habituado a ter as gags todas para ele, parece aqui desconfortável por ser o que tem menos piadas no guião. E Alec Baldwin, apesar de ter um desempenho hilariante, não conseguiu resistir à tentação de transformar a personagem numa caricatura… O melhor, a par da diva, é o jovem John Krasinski! Surpreendente.
Pelo tema do filme, pelos sentimentos explorados nas personagens e pelos excelentes gags proporcionados aos espectadores, Nancy Meyers merecia quatro estrelas em cinco. Mas pela quantidade de clichés na construção das personagens, pela absoluta falta de surpresa no desenrolar da acção e pela superficialidade da maioria das personagens secundárias (pecado, aliás, muito comum nas designadas “comédias românticas”!) merecia umas vergonhosas duas estrelas. É um filme que não fica – infelizmente – para a história.

Classificação:
***

segunda-feira, 8 de março de 2010

ÓSCARES EM DIRECTO

Os vencedores da 82ª cerimónia Anual da Academia de Óscares de Hollywood


Actor in a Supporting Role:
Christoph Waltz in “Inglourious Basterds”

Animated Feature Film:
“Up” Pete Docter

Music (Original Song):
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” from “Crazy Heart” Music and Lyric by Ryan Bingham and T Bone Burnett

Writing (Original Screenplay):
“The Hurt Locker” Written by Mark Boal

Short Film (Animated):
“Logorama” Nicolas Schmerkin

Documentary (Short Subject):
“Music by Prudence” Roger Ross Williams and Elinor Burkett

Short Film (Live Action):
“The New Tenants” Joachim Back and Tivi Magnusson

Makeup:
“Star Trek” Barney Burman, Mindy Hall and Joel Harlow

Writing (Adapted Screenplay):
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Screenplay by Geoffrey Fletcher

Actress in a Supporting Role:
Mo’Nique in “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”

Art Direction:
“Avatar” Art Direction: Rick Carter and Robert Stromberg; Set Decoration: Kim Sinclair

Costume Design:
“The Young Victoria” Sandy Powell

Sound Editing:
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson

Sound Mixing:
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson and Ray Beckett

Cinematography:
“Avatar” Mauro Fiore

Music (Original Score):
“Up” Michael Giacchino

Visual Effects:
“Avatar” Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham and Andrew R. Jones

Documentary (Feature):
“The Cove” Louie Psihoyos and Fisher Stevens

Film Editing:
“The Hurt Locker” Bob Murawski and Chris Innis

Foreign Language Film:
“El Secreto de Sus Ojos” Argentina

Actor in a Leading Role:
Jeff Bridges in “Crazy Heart”

Actress in a Leading Role:
Sandra Bullock in “The Blind Side”

Directing:
“The Hurt Locker” Kathryn Bigelow

Best Picture:
“The Hurt Locker” Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier and Greg Shapiro

domingo, 7 de março de 2010

Shuttler Island (Shutter Island)

Suspence até ao último frame

Na verdade já tinhamos saudades de filmes em que tudo se revela nos últimos minutos, e todo o elo de ligação é esplanado apenas no desfecho do mesmo. É uma formula utilizada em premeados filmes como Os Condenados de Shawsank ou o Sexto sentido. A Sinopse conta "A acção decorre em 1954, quando dois agentes do departamento de justiça dos EUA investigam o desaparecimento de uma paciente de um hospital para loucos homicidas numa ilha de Massachusetts. Só que no próprio local percebem que há na ilha um outro prisioneiro, mas desconhecido, e que eles estão a ser continuamente enganados por toda a gente, situação agravada por um furacão que os deixa presos no local".
DiCaprio fez um papel notável, no entanto com a concorrência foi feroz deste ano, não houve lugar a nomeação para os Óscares...
Martin Scorcese está assim no seu melhor, criando um filme intrigante com as cenas de suspense maximizadas até ao limite.

Nota: na sessão a que assistimos chegámos a ouvir um grito de pânico fruto um momento de suspense levado até ao seu extremo... (não sendo este um filme de terror é necessário algum estômago para aguentar tanta criança morta...).

Classicação:
****

terça-feira, 2 de março de 2010

Dia dos namorados (Valentine's Day)

A Richard Curtis movie wannabe

“Dia dos Namorados” é um daqueles filmes lamechas para quem procura ver o Amor no ecrã, em todas as suas formas exacerbadas. É a versão americana - e um pouquinho menos bem conseguida - do fantástico filme de Richard Curtis “O Amor Acontece”.
Com um elenco de luxo - Taylor Lautner, Bradley Cooper, Anne Hathaway, Taylor Swift, Jessica Biel, Jessica Alba, Jamie Foxx, Ashton Kutcher, Julia Roberts, Jennifer Garner, Emma Roberts, Patrick Dempsey e Queen Latifah – e alguns destes actores a guardarem estatuetas douradas na sua sala de estar, o filme peca essencialmente por não ser novidade. De resto, é uma obra bem produzida, bem conseguida e com performances que em nada deixam a desejar - até Taylor Swift (sim!, a pop/country star que ganhou uns prémios na última edição dos Grammys) tem um desempenho irrepreensível no papel de loura burra!.
Claro que este tipo de filme cai sempre na tentação de deixar “umas lições” (como se o amor e amizade tivessem regras!), mas também são daquelas que aceitamos por serem uma espécie de senso comum. De resto, humedece os olhos ao espectador mais sensível e, na melhor das hipóteses, dá uma ou outra resposta ao teenager que começou agora a amar.
Uma das melhores partes é, talvez, o cartão postal de Los Angeles. De mansinho, o realizador - Garry Marshall (de Pretty Woman, Runaway Bride, The Princess Diaries) – coloca no ecrã uma série de lugares emblemáticos da cidade dos anjos… A outra é, sem dúvida, a beleza geral do elenco. Beleza. Física, sim! Não é à toa que dizem que Hollywood tem as pessoas mais belas do mundo. Neste lote estão algumas. E, queira-se ou não, isso também faz uma parte da audiência entrar numa sala de cinema…A sinopse que a Lusomundo divulgou diz apenas “Em Dia dos Namorados prepare-se para observar um elenco repleto de estrelas e as suas histórias amorosas passadas em Los Angeles, no dia de São Valentim” (será preguiça?)… por isso, quem compra bilhete para ver esta obra só pode ir mesmo à procura de romance. E é isso que vai ter…

Classificação:
**

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Parceiros no Crime (The code - Thick as Thiesves)

Os assaltos do costume

Dois grandes actores em tela num género gasto mas cheio de energia. Banderas deixa um pouco a desejar n´algumas cenas de texto mais extenso, no entanto é um guião cheio de reviravoltas na acção.
A sinopse conta: "Enquanto executava um golpe relacionado com jóias, Jack encontra Ripley, um lendário ladrão que se preparava para o mesmo assalto. Apesar da relutância inicial de Jack, Ripley planeia inclui-lo no seu próximo trabalho: o roubo de dois Ovos Imperiais Fabergé de valor incalculável de um dos mais seguros cofres de um revendedor de diamantes. Tudo começa a ser delineado ao detalhe até que a afilhada de Ripley (Radha Mitchell) é raptada pelo KGB. Estando um passo à frente da polícia de Nova Iorque, do FBI, dos comerciantes de diamantes e do viciado patrão da máfia russa que anseia ter os ovos só para ele, Jack e Ripley terão de arranjar uma maneira de executar o assalto e sair de lá com vida…"
Morgan Freeman teve um ano de trabalho interessante, deixando de lado a personagem que faz desde os Condenados de Shawshank, estando agora mais versátil, mostrando uma dinâmica mais mundana e não tanto a de "Deus a falar para os comuns mortais".
Radha Mitchell faz um convincente papel de russa, não deixando advinhinhar a sua proveniência Australiana.


Classificação:

****

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Precious (Precious)

Dois Oscars para as actrizes?

“Clareece ‘Precious’ Jones, é uma adolescente obesa, iletrada, mãe solteira e grávida do pai, que vive em Harlem e é vítima de constantes abusos físicos e psicológicos por parte da sua mãe, mas está disposta a ultrapassar todos os obstáculos, porque a vida é preciosa. Uma história de luta, coragem e determinação.”
Esta á a sinopse deste drama para maiores de 16 anos (pelo menos em Portugal) que está a dar que falar por onde quer que passe. O filme está nomeado para QUATRO Baftas e SEIS Oscars! Teve, ao todo e até agora, 57 nomeações para prémios e já ganhou 53 deles, entre festivais e prémios da crítica, incluindo um Globo de Ouro (para melhor actriz secundária)!
Uma coisa é certa, as duas actrizes que fazem de mãe e fila – Mo’Nique e Gabourey Sidibe – merecem todas as nomeações e todos os prémios que lhes caírem no colo, especialmente a primeira. A cena que esta “mão monstro” partilha com a “filha” e com Mariah Carey ficará para os anais da história do cinema como uma das mais intensas e bem conseguidas de sempre. Mo’Nique - até aqui uma actriz sem grande destaque - não terá de provar mais nada a ninguém! Ah! E, caso estejam a questionar-se sobre o desempenho de Mariah Carey como assistente social, apesar de não ser digno de Óscar, é bem bom! Parabéns à diva! O mesmo se aplica a Lenny Kravitz, irreconhecível no papel do sexy “nurse John”. Duas belas surpresas!
Mas a maior de todas será Gabourey Sidibe, que, apesar de ter sido escolhida para fazer parte de uma peça na escola quando era miúda, nunca quis ser actriz. Tendo crescido em Harlem e lido o livro de Sapphire, “Push”, no qual é baseado esta obra, ela foi a uma audição para o papel de Precious “porque sim” e, contra as suas próprias expectativas, acabou como protagonista do filme… e nomeada para um Oscar de melhor actriz!!! Ainda por cima… merecidamente!
São tudo razões mais do que fortes para ver esta obra-prima, produzida pela mega estrela Oprah Winfrey (apesar de as fofocas hollywoodescas garantirem que ela não poderá receber o Oscar porque terá sido adicionada à ficha técnica como produtora executiva DEPOIS de o filme estar terminado e apenas para que ele beneficiasse da associação ao seu nome famoso…).

Classificação:
****

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Homens que Matam Cabras só com o Olhar (The Men Who Stare at Goats)

Para sorrir...

Infelizmente, se vai ao cinema à espera de mais um super-filme de Clooney, esqueça o assunto. Este é mais um filme mediano em época alta com um actor que dá exposição a um filme que não o merece... Ainda assim, é um filme bem disposto e com duas ou três piadas boas, mas fica por aí. A sinopse conta :"The Man Who Stares at Goats" coloca Ewan McGregor na pele de um jornalista desesperado por uma história bombástica, que pensa encontrá-la ao conhecer Lyn Cassady (George Clooney), que afirma ser um ex-soldado norte-americano do departamento de psíquicos, reactivado após o 11 de Setembro. As revelações de Cassady são quase inacreditáveis, e incluem a tarefa de matar cabras telepaticamente simplesmente ao olhar para elas. Jeff Bridges interpreta o fundador do programa de soldados psíquicos e Kevin Spacey outro ex-soldado com poderes mentais que gere um campo de prisioneiros no Iraque".
No entanto, a personagem de Ewan procura não apenas uma notícia bombástica mas sim provar á família que é um homem mais interessante do que a sua rotina...
Pelas boas piadas...

Classificação:
***

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

The Oscars 2010

NOMINEES FOR THE 82nd ACADEMY AWARDS

Actor in a Leading Role
Jeff Bridges in “Crazy Heart”
George Clooney in “Up in the Air”
Colin Firth in “A Single Man”
Morgan Freeman in “Invictus”
Jeremy Renner in “The Hurt Locker”

Actor in a Supporting Role
Matt Damon in “Invictus”
Woody Harrelson in “The Messenger”
Christopher Plummer in “The Last Station”
Stanley Tucci in “The Lovely Bones”
Christoph Waltz in “Inglourious Basterds”

Actress in a Leading Role
Sandra Bullock in “The Blind Side”
Helen Mirren in “The Last Station”
Carey Mulligan in “An Education”
Gabourey Sidibe in “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
Meryl Streep in “Julie & Julia”

Actress in a Supporting Role
Penélope Cruz in “Nine”
Vera Farmiga in “Up in the Air”
Maggie Gyllenhaal in “Crazy Heart”
Anna Kendrick in “Up in the Air”
Mo’Nique in “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”

Animated Feature Film
“Coraline” Henry Selick
“Fantastic Mr. Fox” Wes Anderson
“The Princess and the Frog” John Musker and Ron Clements
“The Secret of Kells” Tomm Moore
“Up” Pete Docter

Art Direction
“Avatar” Art Direction: Rick Carter and Robert Stromberg; Set Decoration: Kim Sinclair
“The Imaginarium of Doctor Parnassus” Art Direction: Dave Warren and Anastasia Masaro; Set Decoration: Caroline Smith
“Nine” Art Direction: John Myhre; Set Decoration: Gordon Sim
“Sherlock Holmes” Art Direction: Sarah Greenwood; Set Decoration: Katie Spencer
“The Young Victoria” Art Direction: Patrice Vermette; Set Decoration: Maggie Gray

Cinematography
“Avatar” Mauro Fiore
“Harry Potter and the Half-Blood Prince” Bruno Delbonnel
“The Hurt Locker” Barry Ackroyd
“Inglourious Basterds” Robert Richardson
“The White Ribbon” Christian Berger

Costume Design
“Bright Star” Janet Patterson
“Coco before Chanel” Catherine Leterrier
“The Imaginarium of Doctor Parnassus” Monique Prudhomme
“Nine” Colleen Atwood
“The Young Victoria” Sandy Powell

Directing
“Avatar” James Cameron
“The Hurt Locker” Kathryn Bigelow
“Inglourious Basterds” Quentin Tarantino
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Lee Daniels
“Up in the Air” Jason Reitman

Documentary (Feature)
“Burma VJ” Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
“The Cove” Nominees to be determined
“Food, Inc.” Robert Kenner and Elise Pearlstein
“The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers” Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
“Which Way Home” Rebecca Cammisa

Documentary (Short Subject)
“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province” Jon Alpert and Matthew O’Neill
“The Last Campaign of Governor Booth Gardner” Daniel Junge and Henry Ansbacher
“The Last Truck: Closing of a GM Plant” Steven Bognar and Julia Reichert
“Music by Prudence” Roger Ross Williams and Elinor Burkett
“Rabbit à la Berlin” Bartek Konopka and Anna Wydra

Film Editing
“Avatar” Stephen Rivkin, John Refoua and James Cameron
“District 9” Julian Clarke
“The Hurt Locker” Bob Murawski and Chris Innis
“Inglourious Basterds” Sally Menke
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Joe Klotz

Foreign Language Film
“Ajami” Israel
“El Secreto de Sus Ojos” Argentina
“The Milk of Sorrow” Peru
“Un Prophète” France
“The White Ribbon” Germany

Makeup
“Il Divo” Aldo Signoretti and Vittorio Sodano
“Star Trek” Barney Burman, Mindy Hall and Joel Harlow
“The Young Victoria” Jon Henry Gordon and Jenny Shircore

Music (Original Score)
“Avatar” James Horner
“Fantastic Mr. Fox” Alexandre Desplat
“The Hurt Locker” Marco Beltrami and Buck Sanders
“Sherlock Holmes” Hans Zimmer
“Up” Michael Giacchino

Music (Original Song)
“Almost There” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Down in New Orleans” from “The Princess and the Frog” Music and Lyric by Randy Newman
“Loin de Paname” from “Paris 36” Music by Reinhardt Wagner Lyric by Frank Thomas
“Take It All” from “Nine” Music and Lyric by Maury Yeston
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” from “Crazy Heart” Music and Lyric by Ryan
Bingham and T Bone Burnett

Best Picture
“Avatar” James Cameron and Jon Landau, Producers
“The Blind Side” Nominees to be determined
“District 9” Peter Jackson and Carolynne Cunningham, Producers
“An Education” Finola Dwyer and Amanda Posey, Producers
“The Hurt Locker” Nominees to be determined
“Inglourious Basterds” Lawrence Bender, Producer
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness and Gary Magness, Producers
“A Serious Man” Joel Coen and Ethan Coen, Producers
“Up” Jonas Rivera, Producer
“Up in the Air” Daniel Dubiecki, Ivan Reitman and Jason Reitman, Producers

Short Film (Animated)
“French Roast” Fabrice O. Joubert
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty” Nicky Phelan and Darragh O’Connell
“The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)” Javier Recio Gracia
“Logorama” Nicolas Schmerkin
“A Matter of Loaf and Death” Nick Park
Short Film (Live Action)
“The Door” Juanita Wilson and James Flynn
“Instead of Abracadabra” Patrik Eklund and Mathias Fjellström
“Kavi” Gregg Helvey
“Miracle Fish” Luke Doolan and Drew Bailey
“The New Tenants” Joachim Back and Tivi Magnusson

Sound Editing
“Avatar” Christopher Boyes and Gwendolyn Yates Whittle
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson
“Inglourious Basterds” Wylie Stateman
“Star Trek” Mark Stoeckinger and Alan Rankin
“Up” Michael Silvers and Tom Myers

Sound Mixing
“Avatar” Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson and Tony Johnson
“The Hurt Locker” Paul N.J. Ottosson and Ray Beckett
“Inglourious Basterds” Michael Minkler, Tony Lamberti and Mark Ulano
“Star Trek” Anna Behlmer, Andy Nelson and Peter J. Devlin
“Transformers: Revenge of the Fallen” Greg P. Russell, Gary Summers and Geoffrey Patterson

Visual Effects
“Avatar” Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham and Andrew R. Jones
“District 9” Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros and Matt Aitken
“Star Trek” Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh and Burt Dalton
Writing (Adapted Screenplay)
“District 9” Written by Neill Blomkamp and Terri Tatchell
“An Education” Screenplay by Nick Hornby
“In the Loop” Screenplay by Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
“Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire” Screenplay by Geoffrey Fletcher
“Up in the Air” Screenplay by Jason Reitman and Sheldon Turner

Writing (Original Screenplay)
“The Hurt Locker” Written by Mark Boal
“Inglourious Basterds” Written by Quentin Tarantino
“The Messenger” Written by Alessandro Camon & Oren Moverman
“A Serious Man” Written by Joel Coen & Ethan Coen
“Up” Screenplay by Bob Peterson, Pete Docter, Story by Pete Docter, Bob Peterson, Tom
McCarthy

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Invictus

Oscar para melhor actor? ...Ou talvez não...

Morgan Freeman faz , na essência, sempre o mesmo papel: alguém sábio, calmo e ponderado, personificando a voz da razão. No mais recente filme de Clint Eastwood, as exigências da personagem não são muito diferentes. No entanto, desta vez, a personagem é real. Ela existe de facto!
Interpretar Nelson Mandela - um ícone da liberdade, até na America - exigiu todo o talento do actor… E ele entregou uma performance digna e imaculada, tão assertiva que, neste momento, a cara de Mandela dos anos 90 é substituída, na minha memória, pela cara de Freeman!
A nomeação para o Oscar é justa e Freeman (ou, como salientou Mandela, free man) poderia ter neste filme a personagem perfeita para ganhar mais uma estatueta (ganhou os Oscar de Melhor Actor Secundário com “Million Dollar Baby”), ou não seja ela biográfica e exultante de valores que os membros da academia tanto apreciam. O problema é que a transformação física e psicológica do actor não foi suficiente para nos deixar surpreendidos e, este ano, a concorrência é forte…
O melhor do filme é, sem dúvida, esta personagem e o que ela conseguiu fazer com “tão pouco” naquela altura.
Apesar de não ser a melhor obra de Eastwood e de o guião não ser, em nada, surpreendente, a mera ideia de que a história é real é avassaladora e garante ao filme o rótulo de “Need to see!”.

Calssificação:
****

A Bela e o Paparazzo

Um doce em português


António-Pedro Vasconcelos anda a fazer cinema. Cinema, com “C” grande. Aquele “cinema” que é preciso que exista num país antes de haver “cinema de autor”, que tantos em Portugal têm a pretensão de poder fazer. Já o tínhamos visto, por exemplo, em “Os Imortais” e “Call Girl”. E, desta vez, o realizador – com a preciosa ajuda de Tiago Santos como argumentista (que também já tinha dado o seu contributo em “Call Girl”) – dá-nos um presente: uma deliciosa comédia romântica.
Não me lembro de ter visto este género em português desde os filmes dos anos 40. Ou, se vi, não me ficou na memória (vá-se lá saber porquê…). Por isso, num país sisudo nas notícias, nas atitudes e, nos últimos anos, no cinema, António-Pedro Vasconcelos surpreende-nos com um filme leve e engraçado.
O elenco é absolutamente extraordinário. As figuras principais – Soraia Chaves (a fazer da vedeta Mariana, vítima das revistas cor-de-rosa) e Marco d’Almeida (o simpático paparazzo) – relacionam-se com a ternura e a química necessárias para que a sua história seja interessante. No que diz respeito à bela Soraia, dificilmente uma comédia lhe daria a oportunidade de superar a extraordinária performance que teve em “Call Girl”, mas, mesmo assim, consegue convencer-nos de que é uma rapariguinha a braços com os erros que cometeu na busca pela fama. Marco d’Almeida, a fazer de bom rapaz com uma pitada de artista infeliz, supera neste filme qualquer pedaço de novela em que o grande público o possa ter visto.
Os actores secundários são fabulosos, bem como os sub plots que os autores lhes ofereceram. Talvez este seja o verdadeiro segredo do sucesso do filme.... Pedro Laginha (um chef fascinado por japonesas), Maria João Falcão (uma editora de revistas cor-de-rosa dependente do açúcar e com uma boca porca), Ivo Canelas (o médico atiradiço), Nicolau Breyner (o realizador gay desanimado com a profissão) e, claro!, o inefável Nuno Makl - aqui oferecido ao público como um Kinder Supresa (perdoem-me a publicidade!) - contribuem em muito para o gracioso resultado final da obra. No caso de Nuno Markl, o enredo secundário da personagem – ele vai declarar a independência do prédio - é inesperado e mantém o público a rir a bom rir. Uma verdadeira revelação.
“A Bela e o Paparazzo” (que esteve para se chamar “Os Pinguins Só Ficam Cá Até Sábado”!) é, então, uma comédia romântica sem pretensões a ser mais do que isso. E, por isso mesmo, é um óptimo filme, independentemente dos critérios usados para o avaliar.
…Infelizmente, por se tratar de cinema português, talvez seja melhor especificar o que é que é bom: os actores são óptimos, o enredo é muito divertido e com alguns pormenores de verdadeiros artistas da escrita e, sim!,a imagem também é boa, bem como o som e a banda sonora…
Tenho dito…

Classificação:
*****

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nas nuvens (Up in the air)

Clooney e a actulidade parte 1000000... o desemprego...

É incrível como Clooney se mantém na crista da crítica cinematográfica no que diz respeito à actualidade. É ainda uma incógnita como deixou o Sean Penn ficar com a homossexualidade (Milk). No entanto, tem sido sempre um tiro ao lado e desta vez não é excepção. Apesar de ter um guião interessante, embora delirante, este filme não é "oscar material". No entanto, todos os extras do filme fazem um trabalho soberbo quando encarnam a situação de serem "dispensados".
A sinopse conta: "Ryan habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular – e porém… Ryan não tem na vida a que se possa agarrar. Quando se apaixona por uma companheira de viagem, o seu patrão, inspirado por uma ambiciosa jovem perita em eficiência, ameaça limitá-lo ao escritório, longe das constantes viagens. Deparando-se com a perspectiva, simultaneamente aterradora e excitante de ter de deixar de voar, Ryan começa a vislumbrar o verdadeiro significado de ter um lar…"
É um filme a não perder embora não seja o melhor de Clooney, nem por sombras o melhor que tivemos este ano.

Classificação:
****

Estrela Cintilante (Bright Star)

O tédio em versoEste é talvez um dos filmes de época mais "parados" da história. A sinopse conta: "Londres, 1818: uma relação amorosa secreta tem início entre o poeta inglês de 23 anos, John Keats, e a vizinha do lado, Fanny Brawne, uma jovem e sincera estudante de moda. A relação entre este estranho e improvável par até começou mal. Ele achava-a um pouco insolente, ela não se deixava impressionar muito com literatura em geral. Foi a doença do irmão mais novo de Keats que os juntou. Keats ficou sensibilizado com os esforços de Fanny para os ajudar e propôs-lhe ensinar-lhe poesia."
Há vários aspectos incompreensíveis neste filme. Um deles é, pois claro, o aspecto musical. Porquê Mozart (um compositor clássico) quando o filme é sobre o início do romantismo (1918). Ainda para mais, no ano em que o "poeta do piano" comemora os seus 200 anos (Chopin) torna ainda mais imbecil a escolha deste compositor... Como é possível tornar um filme com um conteúdo tão interessante naquele tédio insuportável...A única cena que salva o filme é sem dúvida o poema final que, aí sim, Abbie Cornish deixa-nos colados à cadeira (mais ainda), com uma interpretação que lhe podia valer uma nomeação para um Óscar, não fosse o resto sofrível...

Classificação:
**

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nove (Nine)

O melhor elenco do ano (ou será de sempre...?)

O realizador Guido Contini (Daniel Day-Lewis) - personagem inspirada em Frederico Felinni antes da realização da sua obra-prima, o filme “8 ½” (apesar do cinesasta ser casado e supostamente feliz) - enfrenta uma crise de inspiração de enormes proporções. Conhecido como “Maestro”, o mundo espera ansiosamente o seu próximo filme que, mentindo, ele apelidou de “Itália”. Sem ter escrito uma palavra do guião e com a imprensa atrás dele, Guido procura consolo nas mulheres: a sua mulher (Marion Cotillard), a amante (Penélope Cruz), a musa do seu filme (Nicole Kidman), a sua confidente (Judi Dench), uma jornalista americana (Kate Hudson), uma prostituta (Stacy Ferguson, a Fergie dos Black Eyed Peas) e a sua mãe (Sophia Loren).
Deste lote de nomes, apenas Fergie (que é cantora) e Kate Hdson nunca ganharam um Óscar (embora esta última tenha sido nomeada por “Almost Famous” - “Quase Famosos). Era MUITO difícil Rob Marshall fazer um mau filme com um elenco destes e um guião testado num palco da Broadway. Mas também é verdade que podia ter feito melhor...
Depois de “Chicago” é difícil aceitar os mesmos truques e as mesmas soluções para os números musicais. Apesar de em “Nine” o cenário desses números ser quase sempre uma enorme e deslumbrante estrutura que seria o cenário do filme “Itália”, construído na Cinecità, em Roma, o facto de se passar artificialmente das ruas da Cidade Eterna para aquele estúdio atafulhado e claustrofóbico fica aquém das expectativas. E, apesar de não ser demasiado óbvio, notava-se que as canções foram claramente gravadas em estúdio e nem sempre expressavam o esforço ou o cansaço ou emoção das personagens no momento da acção. Não teve o brilho e a surpresa do seu oscarizado filme de 2002 e as comparações são inevitáveis…
Por isso, o melhor do filme foram sem dúvida os actores. De Daniel Day-Lewis e Judi Dench ninguém esperava menos do que aquilo que fizeram. Ele, principalmente, tem o dom inacreditável de ser uma pessoa diferente em cada personagem, o que, mesmo entre actores, não é para todos. E, em “Nine” foi um italiano criativo e atormentado, sem sombra para dúvidas ou críticas.
Marion Cotillard e Penélope Cruz surpreendem como interpretes, bailarinas e mulheres incrivelmente sensuais. Belas e seguras, merecem um aplauso de pé pelo trabalho e pela inegável sensualidade. Maravilhosas. Já Nicole Kidman, apesar de habilmente transformada numa pin up irresistível, não teve o carisma esperado, desiludindo um pouco com uma performance baça e pouco marcante no seu número musical.
A Sophia Loren e a Fergie não era exigido muito. À primeira, a sua forte presença e história e, à segunda, uma canção com uma coreografia e algumas cenas mudas. A primeira fez o possível. A segunda deixou uma boa impressão nesta sua nova incursão pelo cinema.
Kate Hudson – a tal que nunca ganhou um Óscar – conseguiu, no entanto, superá-las a todas com um soberbo número musical que acabou por ser aproveitado para os créditos finais antes da interpretação da – cantora! - Fergie que também passa durante “as letrinhas”. “Cinema Italiano” foi o cantado e dançado com tal competência, sensualidade e certeza que faz o espectador questionar-se sobre a razão que leva Kate a não enveredar pelo mundo da música! Ela – sozinha - conseguiu transmitir o brilho e a surpresa que todo o filme devia ter. Foi, sem dúvida, a melhor parte desta obra de Rob Marshall.
As críticas, no entanto, não devem impedir o espectador de – quanto mais não seja - ver este conjunto de belíssimas mulheres em papéis que lhes são pouco habituais e em que deixam transparecer, em geral, as grandes – enormes - artistas que são.

Classificação:
****

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ouviste falar dos Morgans? (Did You Hear About The Morgans?)

Banalidades, banalidades, banalidades…

Hugh Grant a fazer de inglês atrapalhado e Sarah Jessica Parker no papel de uma Carrie Bradshaw casada. Hum… Pode ser acolhedor. Pode fazer o espectador sentir-se em casa, já que o reconhecimento é imediato. E a química entre os dois actores (e as duas personagens) funciona ás mil maravilhas, ao ponto de ser inacreditável que seja a primeira vez que contracenam juntos… Será que dá para construir um clássico…?
Meryl (Sarah Jessica Parker) e Paul Morgan (Hugh Grant) formam um casal nova-iorquino desavindo que, ao testemunhar um crime, entra para o programa de protecção de testemunhas do Governo. A sua nova localização é uma pequena cidade rural do Wyoming, onde eles não encaixam, mas onde vão ter de decidir se querem continuar juntos ou optar pelo divórcio.
Marc Lawrence - realizador de “Music & Lyrics” e “Two Weeks Notice” (ambos com Hugh Grant) e escritor do famosíssimo “Miss Congeniality” (“Miss Detective” em português) -, que escreve e realiza esta obra, tinha, então, tudo para conseguir um blockbuster: duas mega estrelas, duas personagens reconhecidas pelo público em qualquer filme (o tal inglês atrapalhado e a tal nova-iorquina empedernida), um guião obviamente bem estruturado, com algumas piadas oportunas e outras tantas cenas em que se valoriza o conceito de família, e a – não menos importante - aposta do estúdio em publicidade. Usou tudo com objectividade e cuidado. Misturou racionalmente. …E serviu um pratinho requentado e a cheirar a mofo…
Porquê?
O problema reside exactamente na repetição das fórmulas (fórmulas, fórmulas!). A ideia do “peixe fora de água” (“fish ou of water style comedy”) já foi usada milhões de vezes - e até da mesma forma: citadino asfixia no campo - com mais inteligência e arte (como em “Crocodile Dundee”, por exemplo). E aquelas personagens – percebemos agora! - estão demasiado gastas.
As caras de um Grant assarapantado e os chiliques de Parker por estar fora de Manhattan já renderam o que tinham a render e ou eles – os dois! - começam a escolher os guiões com cuidado ou arriscam-se a não ter carreira daqui a cinco anos!!! O público está cansado das personagens que eles fazem over and over and over again. São SEMPRE as mesmas, sem nuances sequer! Não só é MUITO chato de ver, como é absolutamente desapontante para quem esperava mais destas duas grandes estrelas.
Mesmo com a inegável habilidade de Lawrence para escrever guiãozinhos competentes - daqueles que não marcam, mas que agradam a toda a família por serem mero entretenimento inofensivo, cheios de evocações reconhecíveis e acolhedoras e com as cenas maximizadas exactamente como mandam os manuais de guionismo –, o exercício, desta vez, saiu-lhe “ao lado” por ter – finalmente! - demasiados clichés estilísticos e personagens e situações - não reconhecíveis, mas - absolutamente batidas, gastas, mortas!
Já basta, caríssimos! O público já não engole estas pastilhas e diz que gosta! Vamos lá a tratar as audiências com um pouco mais de respeito, sim?

Classificação:
**

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2 Amas de Gravata (Old Dogs)

Rir, os valores da família, blá,blá,blá... já não há paciência...

Mais um filme de catarse emocional para John Travolta. Este foi também dedicado ao seu filho que faleceu recentemente. Se no Metro 1 2 3 a ideia era a de canalizar a sua revolta para a personagem, neste encontramos uma clara alusão ao valor da família que agora e mais do que nunca deverá estar a sentir na pele o actor. A sinopse é simples: "A história de dois grandes amigos, um azarado, divorciado e apaixonado (Robin Williams) e o outro um solteirão convicto (John Travolta). Ambos vêem as suas vidas viradas do avesso quando precisam de tomar conta de um par de gémeos de 6 anos, enquanto fecham o maior negócio das suas vidas profissionais."
De salientar o regresso de Robin Williams - que não nos faz saltar da cadeira de tanto rir, mas é sempre bom vê-lo no activo. Ainda assim confesso que já não há paciência para ver filmes de silly season, muito menos na véspera dos Óscares... mas pronto, é um filme da Disney, o que é que se há-de fazer...?
Classificação:
**

Ágora (Agora)

A História viva!

Uma sinopse que poderia traduzir-se num enorme bocejo de filme acabou por se revelar uma interessante viagem aos início do cristianismo, bem como aos desafios que a natureza criava aos filósofos da altura. A sinopse traduz-se no seguinte:
"Século IV. No Egipto, sob o poder do Império Romano, violentos confrontos sociais e religiosos invadem as ruas de Alexandria… Presa entre paredes, sem poder sair da lendária livraria da cidade, a brilhante astrónoma, Hypatia, com a ajuda dos seus discípulos, faz tudo para salvar os documentos da sabedoria do Antigo Mundo… Entre os discípulos, encontram-se dois homens que disputam o seu coração: o inteligente e privilegiado Orestes e o jovem Davus, escravo de Hypatia, dividido entre o amor secreto que nutre por ela e a liberdade que poderá ter ao juntar-se à imparável vaga de Cristãos. "
O filme apresenta soluções brilhantes no que diz respeito às várias teorias sobre suposto início do heliocentrismo que na altura era a mais profunda das heresias. É sem dúvida ciência e história vivida de forma bastante apelativa e que nos põe a pensar não só na condição dos filósofos da altura, cuja função era questionar tudo, não tomando nada por garantido. Assim esta disputa pela verdade cósmica gera uma óbvia contestação religiosa, onde Hypatia (uma das poucas mulheres com algum poder na altura) dá a cara ao confronto, mantendo a sua filosofia de pé: "questionar o mundo através da sua sabedoria". Interessante também é a forma como é explicada a difusão do Cristianismo e o que motivava as pessoas a seguir essa religião. No fundo, as pessoas estavam com que lhes dava pão para comer, o que hoje em dia é prática cada vez menos "exclusiva" (que nunca o foi) da Religião Católica.
Sem dúvida um filme a não perder e, quem sabe, com uma possível nomeação para Óscar de melhor actriz através de Rachel Weisz que fez um papel estrondoso.
A minha classificação reflecte o facto de este ser um género de filme que faz falta à sociedade.

Classificação:
*****

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Avatar (Avatar)

O futuro do cinema

“Avatar” é o tipo de filme que dá, garantidamente, o Óscar ao realizador (e sabe-se lá quantos mais à equipa). Nesta obra, como nas anteriores, James Cameron faz TUDO. Até o impensável, que é criar um planeta inteiro, com cultura, fauna, flora e até atmosfera próprias!
A história é muito interessante e, mais do que entretenimento, é uma forte mensagem anti-guerras corporativas e anti-arrogância do mundo ocidental. O ambiente criado convence em absoluto e consegue envolver a audiência por completo. Os actores são jovens que estão - quase, quase - a dar o salto para o mega-estrelato e, por isso, ainda obedecem cegamente aos caprichos do director (que sabe o que faz, diga-se!). Portanto, Avatar tem todos os ingredientes para ser um grande filme e é-o! Vai “papar” uma montanha lendária de Óscars, a julgar pela unanimidade das críticas! (Eu ainda tenho esperança de que, mesmo em confronto com “Avatar”, o “Inglorius Basterds”, de Tarantino, não seja esquecido, mas adiante...)
Cameron, todos sabemos, era a pessoa ideal para dar um chuto em frente no cinema 3D. O realizador – que apenas exige que o estúdio com que trabalha lhe dê o maior orçamento que tiver para atribuir no ano em questão - fez maravilhas quando realizou os “Terminators”, fez maravilhas quando realizou “Titanic” e volta a deslumbrar em “Avatar” com a mais nova tecnologia aplicada a cinema. Mas são precisamente as expectativas que funcionam contra ele…
Quem tem por hábito espreitar os “filmes 3D” que vão sendo anunciados por esse mundo fora, já deu por si a ver uns desenhos animados desenxabidos que de 3D só tem uns pormenorzecos, mas também já viu, por exemplo, o “Beowulf”, onde se conseguem sequências incríveis, com danças de objectos literalmente “em cima” da plateia (apesar da sua história ter pouco a louvar) e, portanto, quando entra na sala para ver “Avatar”, vai cheio de ideias loucas e com as expectativas no píncaros, acreditando que a profundidade dos objectos do filme de Cameron, o mago da tecnologia, lhe chegue “ao nariz”, ou seja, que os objectos “saltem do ecrã” e venham desafiar a plateia a agarrá-los e que a audiência consiga estar literalmente dentro do planeta Pandora!
…Mas isso raramente acontece neste filme. Os pormenores que vêm “parar às mãos” da audiência são poucos, esporádicos e pequenos. A profundidade existe e de forma nunca vista, mas, ainda assim, fica “dentro do ecrã”, há uma separação dos elementos em movimento e da plateia, um limite para a sua profundidade “fora” do ecrã. A coisa piora se virmos o filme legendado. As legendas pairam num plano qualquer entre as camadas de imagens (explicando de forma simplista: há objectos “antes e depois” do plano das legendas), como uma constante recordação do 2D, o que dificulta a absorção total do ambiente tridimensional criado. (Deve haver imensos termos técnicos para explicar tudo isto, mas eu não sou cientista e aposto que os pouco leitores deste blog preferem uma explicação não técnica da coisa…).
Há que dizer, no entanto, que, mesmo assim, Cameron consegue uma coisa incrível que é fazer um filme de duas horas e meia TOTALMENTE em 3D. Esqueçam os pormenorzecos. Este filme é TODO em 3D. Os objectos, as plantas, as multidões, TUDO tem uma profundidade nunca vista. Nuns momentos mais do que noutros, o público abre a boca de espanto com tamanha novidade. Mas não chega para nos sentirmos “dentro” de Pandora, embora tenha sido isso que nos prometeram durante a promoção do filme… É injusto, talvez, exigir mais do que o que a maravilha já conseguida – há um orçamento, há um limite de tempo, as escolhas têm de ser feitas com sensatez -, mas a verdade é que, sim, esperava um pouquinho – pequenino – mais, apenas porque se trata de James Cameron.
Mas a coisa não vai ficar por aqui. O realizador já está a preparar mais filmes em 3D e estou confiante de que será ele a levar-nos “para dentro” de outros planetas cinematográficos. Espero que entretanto se cumpram todas as expectativas relativa ao visionamento dos filmes 3D, incluindo (e este é uma espécie de pedido pessoal que aproveito para expressar aqui) a evolução para a não utilização daqueles óculos especiais horrorosos e que fazem dores de cabeça! Já em 2005, Spielberg prometia o registo de uma patente de uma técnica inovadora de visualização 3D baseada em ecrãs de plasma e sem necessidade de óculos especiais, em que um computador divide cada frame de filme e o projecta de ângulos diferentes para que seja capturado por pequenas ranhuras angulosas no ecrã. Claro que dotar os cinemas com mais este equipamento deverá demorar o suficiente para eu levar os meus netos às salas… Mas a esperança é sempre a última a morrer…
Mesmo assumindo que o principal interesse da obra é a evolução conseguida no 3D, “Avatar” é, nevertheless, um filmezão, que tem obrigatoriamente de ser visto por quem gosta de cinema!

Classificação:
****

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sherlock Holmes (Sherlock Holmes)

Holmes irreverente

Com potencial para se transformar em franchising ( a sequela está em desenvolvimento de acordo com o IMDbPro), o Sherlock Holmes de Guy Richie é brilhantemente explorado pelo fabuloso Robert Downey Jr. Apesar de ser um blockbuster digno de tal nome, o melhor do filme é, sem dúvida, a renovada personagem e a interpretação que Downey lhe dá. Que o homem é um dos actores mais talentosos da sua geração, já sabíamos (pena que se perdeu durante uns anos nos caminhos tortuosos das drogas, tendo sido um dos poucos habitantes famosos de Hollywood a pagar por isso com sentença de prisão, mas adiante…), o que não esperávamos (ou pelo menos, EU não esperava) era que ele se deixasse seduzir por filmes mais comerciais e, ao fazê-lo, conseguisse transformar personagens mais ou menos lineares e pouco desafiantes em figuras densas e com várias “camadas” de emoções.
Fê-lo no “Homem de Ferro” e consegue fazê-lo no filme espectáculo de Guy Richie. Está, talvez, na altura de lhe darem um papel em que consiga ganhar um Óscar, já que, com “Chaplin” (1992), ficou-se pela nomeação. Holmes não chega para isso. Não tanto pela falta de densidade da personagem ou pela falta de empenho do actor (o filme tem das duas de sobra!), mas porque é um “herói de acção” e a Academia prefere oscarizar personagens biográficas, loucas ou esquizofrénicas. E, por isso, temos pena. O Holmes de Downey foi das melhores interpretações do ano! Merece, por isso, a nomeação para um Globo de Ouro na categoria de Melhor Actor Principal em Filme de Comédia ou Musical.
Sim, o Sherlock Holmes de Guy Richie é um “herói de acção”, em vez do gentlemen inglês sisudo que pode ter tido sucesso noutras épocas, mas que, nos anos 2000, em que o destaque vai para o individualismo e o exacerbar das características pessoais, seria olhado de lado e com a benevolência do respeito pelo “clássico”! Os blockbusters fazem-se com personagens irreverentes e não com “respeito”, por isso, Richie e a sua equipa de escritores (são cinco, sem contar com Sir
Arthur Conan Doyle, autor da personagem), foi aos arquivos encontrar as características mais recônditas de Holmes e conseguiu – jurando que se manteve fiel à descrição da personagem nos primeiros livros de Sir Conan Doyle – encontrar um perfil sexy, dinâmico e exuberante, condizente com os heróis de acção dos dias de hoje. A única verdadeira liberdade criativa – dizem os criadores do lifting de Holmes – foi no rejuvenescimento de Watson, que se transformou num jovem apaixonado que atura o desmazelado detective apenas por este trazer aventura à sua vida.
Watson rejuvenesceu com o objectivo de dar mais dinamismo à fita e à figura principal do filme e encarnou no sex symbol Jude Law, que apesar de ter um talento discutível, deixa-se aqui contagiar pelo génio de Bob Downey e dá ao herói o que ele precisa: um side kick perfeito, aquele que é adjuvante da acção sem ensombrar o génio da personagem principal.
O conjunto é um filme dinâmico e luminoso, com personagens marcantes e sempre com o ritmo em crescendo, o que o torna um sério candidato a transformar-se numa série de filmes ao estilo Bond, com Holmes a explorar o glamour e as belas mulheres da fascinante Londres do séc. XIX.
Rachel McAdams e Mark Strong merecem uma última nota. Intensos, sem se transformarem em caricaturas, são dois actores a ter em atenção para futuros papéis, talvez mais exigentes.

Classificação:
****

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

New York, I Love You (New York, I Love You)

Um filme aos retalhos...

Depois de “Paris, Je T’Aime”, de 2006, é agora em Nova Iorque que um conjunto de realizadores procura o amor num filme em mosaico. Em 103 minutos, desfilam à frente dos olhos do espectador 11 pequenas histórias de realizadores com currículos tão díspares como Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shunji Iwai, Wen Jiang, Joshua Marston, Mira Nair, Brett Ratner, Randall Balsmeyer, Shekhar Kapur e Natalie Portman.
Anthony Minghella era um dos realizadores convidados (chegou a escrever a sua pequena história), no entanto, não chegou a filmar o seu guião (faleceu a 18 de Março de 2008) tendo sido substituído por Shekhar Kapur.
Diz-se também que Scarlett Johansson teve, neste filme, a sua primeira experiência como realizadora. No entanto, a sua pequena história (cujo protagonista era Kevin Bacon) ficou fora na montagem final do filme. Todos asseguram que a opção de não incluir a história da actriz nada teve a ver com a qualidade do seu pequeno filme e sim com o facto de ele ser a preto e branco e ter muito poucos diálogo e relações interpessoais, ou seja, por não fazer sentido no contexto do filme.
Ora... No meio de toda aquela miscelânea de histórias sobre o amor em Nova Iorque fica a sensação de que de longa-metragem tem pouco. Umas histórias interligam-se, outras não. O ritmo não é em crescendo, é ao calhas! Não existe qualquer fio condutor linear entre os 11 exercícios. Algumas histórias surgem de uma só vez, outras são esquartejadas. Enfim… Acaba por parecer uma tentativa frustrada de obra-prima intelectualóide, sem nunca chegar a encher as medidas a ninguém. Gostava de um dia poder ver as 11 histórias no YouTube, cada uma por si. Aí, sim, poderia verdadeiramente aprecia-las todas!
Se tiver de escolher favoritos, voto nos segmentos de Bret Retner, Allen Hughes e Yvan Attal. Tentem identificá-los, se conseguirem!

Classificação:
***

Golden Globes 2010

A Hollywood Foreign Press Association® já anunciou as suas escolhas para "The 67th Annual Golden Globe Awards", cuja cerimónia terá lugar no The Beverly Hilton no dia 17 de Janeiro de 2010 e será emitida pela NBC.

A lista de nomeados pode ser consultada aqui:
http://www.goldenglobes.org/nominations.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma Aventura na Casa Assombrada (Uma Aventura na Casa Assombrada)

Amador, amador e mais amador...

Depois de uma sessão bem animada de cinema com uma multidão de gente muito jovem a assistir ao filme, concluo que os "putos" hoje já não engolem qualquer coisa. Em relação à história não há muito a fazer, é o que é, e foi escrita para outra geração de jovens que já não existe. O "Espírito do Mundo", um diamante vermelho com poderes sobrenaturais, roubado cinco séculos antes das mãos do último imperador azteca, é o centro desta aventura numa casa amaldiçoada nos confins da serra de Sintra. A herdeira da casa, Filipa, suscita a ajuda dos nossos heróis em busca da pedra preciosa, mas há inúmeros obstáculos a ultrapassar. Enfrentando fantasmas de guerreiros índios, estátuas que ganham vida, morcegos, alçapões, passagens secretas e um temível assassino alemão em busca de vingança, os nossos heróis terão de reunir todas as suas forças e perspicácia para chegar ao mítico diamante antes que seja tarde demais.
O "Pedro" empinou o texto e mais parecia que estava a ler o google. Esperava mais destes jovens que parecendo que não, já levam uns "kilómetros" de séries na bagagem. Podia até, pelos efeitos especiais, deslumbrar outro tipo de público mas nem isso o filme conseguiu. Resta esperar que esta geração de jovens actores continue a trabalhar com dedicação e talvez um dia poderão estar à altura de um desafio destes. Ainda assim, toda a filmagem é rudimentar e pouco arrojada em planos, perdendo-se um pouco da acção e retirando ritmo ao filme o que em nada ajudou estes "actores".

Classificação:
*

Playboy Americano (Spread)

Comédia romântica???????

A sinopse é bem divertida e quase não leva a perguntar o porquê de ser um para maiores de 16, no entanto a resposta vem pronta e com poucas palavras e muita exposição. Por momentos pensei estar num cinema rasca e decrépito num bairro degradado mas não, era mesmo distribuído pela Lusomndo... A sinopse vende bem aquilo que acaba por não ser, uma comédia romântica... "Comédia romântica sobre um playboy que arranja esquemas com mulheres ricas e mais velhas para lhes sacar dinheiro, mas apaixona-se por uma empregada de mesa e deixa a senhora que andava a trabalhar, mas a empregada de mesa também têm o seu próprio esquema." De romântico tem pouco e de comédia 0.
Assim, de maneira mais leve e elaborada "Nikki é um engatatão que tem conseguido manter uma existência recheada de privilégios, vivendo na casa de Hollywood Hills de uma advogada de meia-idade, Samantha. Ele vai partilhando os seus segredos connosco ao mesmo tempo que organiza festas e leva mulheres para a cama. Tudo corre pelo melhor para Nikki, até ao momento em que conhece uma bela criada, chamada Heather, que, sem ele saber, está a jogar o mesmo jogo que ele. Nikki e Heather estão ambos excitados sexualmente com uma vida que os leva aos mais finos restaurantes e às festas mais na moda. Mas a verdade sobre as suas existências força-os a ter de escolher entre o dinheiro ou o amor... Los Angeles é uma outra personagem do filme, oferecendo-nos ambientes luxuriantes durante o período em que Nikki está na mó de cima e alguns dos mais nojentos motéis quando não tem mais nenhum sítio para ir. No seu percurso, Nikki percorre os maiores sonhos e pesadelos de Hollywood. Nikki vê-se rodeado de mulheres bonitas como Emily, que é seduzida pela sua beleza e charme mas se vê usada por ele. Enquanto isso, Harry, o melhor amigo de Nikki, é o último recurso deste quando não tem mais mulheres de quem possa depender".
Ainda assim é um guião que não merecia este mau gosto. Para quem aprecia um bom filme de "queca" é uma excelente oportunidade para ir ao cinema, para quem gosta de "comédias românticas" não se deixe enganar...
.
Classificação:

**

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Terapia para casais (Couples Retreat)

Vamos discutir a relação?

A designação de “comédia romântica” pode pesar sob um filme. Se há os que as devoram, também há os que as abominam, acreditando que nenhuma obra catalogada de “comédia romântica” pode ensinar o que quer que seja. Eu sou daquelas pessoas que, não havendo nada que me chame à atenção no cartaz daquele dia, encolhe os ombros e compra bilhete para uma comédia romântica, ciente de que o objectivo dos autores é mais entreter do que instruir ou fazer arte. E cinema também é isso…
No entanto, é quando se vê um filme como “Terapia para Casais” que se percebe que não é muito justo, por vezes, colocar no mesmo “saco” um filme como, por exemplo, “A Proposta” (
http://popcornparadise.blogspot.com/2009/08/proposta-proposal.html) e este, já que o primeiro fica beneficiado com o epíteto e o segundo prejudicado…
“Terapia para Casais” é, efectivamente, uma “comédia romântica”. Senão vejamos: tem comédia e tem romance. Mas faz um pouquito mais do que entreter…
Diz a sinopse no site da Lusomundo: “Uma comédia romântica que acompanha quatro casais do Midwest numa viagem com destino a um resort numa ilha tropical. Enquanto um dos casais está lá para tentar salvar o seu casamento, os outros três fazem jet ski, frequentam o spa e tomam banhos de sol. Mas depressa descobrem que a participação nas sessões de terapia de casal não é opcional… e as suas férias ganham subitamente nova dimensão.” Nem mais.
Neste filme exploram-se quatro casamento em velocidade cruzeiro, com todos os seus problemas trazidos à luz do dia. São quatro tipos de relação diferentes e, logo, quatro tipos de problemas diferentes. Serão quatro possíveis divórcios?
Quem sobrevive? O casal que tenta, mas não consegue ter filhos e tem de lidar com o desgaste dessa situação? O casal que teve filhos cedo demais? O casal que trabalha muito e comunica cada vez menos? Ou aquele em que um dos membros já desistiu?
São quatro situações estereotipadas que levam a plateia a pensar um pouco nas suas próprias vidas… Levante a mão quem está numa relação duradoura e não se questiona, por vezes, sobre se está tudo bem ou se simplesmente se acomodou...
O guião é consistente, com pormenores muito bem conseguidos e engraçados. Os actores são eficazes e convincentes. Os cenários são, como diz uma personagem, “um screen saver”! Em suma, tem tudo o que uma boa comédia romântica deve ter: situações que fazem rir… e pensar…

Classificação:
***