
sábado, 27 de junho de 2009
A ressaca (Hangover)

És o maior, meu (I love you, man)
Peter Klaven é um agente imobiliário à procura de um padrinho para o seu próprio casamento, uma vez que este não tinha o habito de sair com rapazes (no sentido da camaradagem, nada de misturas).
Para resolver o problema inicia uma ronda de «saídas» com homens, até conhecer Sydney Fife com quem cria uma amizade. Mas à medida que esta amizade aumenta, os noivos começam a afastar-se, fazendo com que Zooey, a noiva, faça Peter escolher entre si e o seu novo «mano». Uma história que explora o verdadeiro significado da palavra «amigo». Um argumento bem disposto e que toca num ponto importante na vida de casais e na "posse" que muitas vezes se estabelece entre ambos que acaba por afastar os pequenos grupos de amigos que criamos ao longo da vida (ou neste caso os amigos que acabámos de encontrar).
Pelo bom humor e pelo alcance global do tema leva:
Classificação:
**
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Anjos & Demónios (Angels & Demons)
Ora aí está tudo o que um filme deve ser e ter: uma boa história, uma realização competente, bons actores, bons diálogos, cenários fantásticos e um ritmo alucinante.Os críticos dizem que é “puro entretenimento” como se isso fosse mau. Como se um filme para ser filme tivesse necessariamente de representar essas alegorias tão intelectuais suburbanas e repetitivas da infância perdida ou do complexo de Édipo. Como se tivéssemos de sair do cinema sempre em crise existencial. Como se um filme fosse um texto filosófico e não, tão simplesmente, uma história contada em imagens.
Talvez alguns até consigam ver significados escondidos na obra de Ron Howard (além dos óbvios). Dan Brown, o autor da história em livro, quis obviamente escrever uma história em que coloca a Igreja Católica em dúvida. Mas, ou o autor não consegue mesmo decidir-se acerca da utilidade (ou inutilidade) dessa instituição milenar ou percebeu que decidir era o pior caminho na estrada para o sucesso… E talvez seja por isso que, ao fim de duas horas de discussão pertinente sobre religião, tudo fique na mesma… Assim é no mundo.
Quem não leu “Anjos & Demónios” levante o braço. Se não leu este, leu o “Código Da Vinci” (ou viu o filme). Diferenças? Algumas. “Anjos & Demónios” – cujos acontecimentos no cinema, ao contrário da cronologia do lançamento das obras literárias, têm lugar depois do anterior episódio de Robert Langdon em busca do Santo Graal – tem uma história estruturalmente muito mais cinematográfica. Menos diálogo, mais acção. Se no filme anterior adrenalina vem da perseguição da polícia francesa, aqui existem CINCO deadlines inamovíveis, de apenas uma hora cada um e com missões específicas a cumprir. O tempo está sempre a esgotar-se, enquanto cardeais, com pretensões a papa, são mortos de forma brutal e enquanto paira sobre o Vaticano a ameaça de ser fisicamente obliterado da face do planeta em meros segundos com um “bomba” de, imagine-se!, antimatéria, produzida no CERN, o tal laboratório Suíço que tentou reproduzir o Big Bang. A ajudar “à festa”, os cenários recriados do Vaticano (onde a equipa de produção não foi autorizada a entrar) são absolutamente irrepreensíveis e espectaculares. A esse nível, é quase magia o que foi conseguido neste filme!
Desta vez, deixando a história para trás, a ciência e a religião são o centro de um confronto entre a magnânima Igreja Católica e uma sociedade secreta de cientistas, os Iluminati, que, afinal… só existe em lenda. Pelo meio, resumem-se os argumentos de parte a parte e discutem-se ideias intemporais, ao mesmo tempo que se vasculham os supostos arquivos do Vaticano. Cada um poderá, quem sabe?, tirar destas discussões esse significado “maior” que muitos procuram num filme… Será o suficiente? Sim, se o espectador tiver interesse neste tema específico. E as centenas de pessoas que esgotaram todas as sessões do filme no fim-de-semana de estreia e que faziam fila no cinema num Sábado à meia noite para encher a sala 1 parecem tê-lo.
Em suma, Anjos & Demónios não muda a vida de ninguém, seguramente, mas proporciona mais de duas horas do mais absoluto fascínio. Não haverá UM SEGUNDO em que o espectador queira tirar os olhos do ecrã. É uma promessa.
Classificação:
*****
Sinais do Futuro (Knowing)
Avisam-se os que vão preparados para ver mais um filme de acção do Nicholas Cage (é assim que “Sinais do Futuro” é apresentado) que este… é um filme evangélico. Sem querer revelar muito acerca do final do filme, o espectador deve ficar a saber que há no filme personagens que deviam chamar-se Adão e Eva e que, no Dia do Juízo Final, só os homens de fé se poderão salvar…Esta é uma obra algo estranha que mistura elementos futuristas e excelentes efeitos visuais com uma série de clichés próprios de filmes suspense e até de terror de baixa categoria que fazem os espectadores mais atentos de cinema virar a cara para o lado e perguntar: a sério que estou a ver isto outra vez?
Objectivamente, a história centra-se num professor de astrofísica do MIT, recém viúvo, cujo filho recebe um envelope saído de uma cápsula do tempo enterrada há 50 anos na escola primária que frequenta e que contém um código de números, escrito por uma antiga aluna, que revela todos os desastres com dezenas de mortos que ocorreram no mundo e… os que ainda vão ocorrer…
Com excepção da prestação de Nicholas Cage e dos efeitos especiais soberbos, este é um filmezinho bizarro que, numa assumida mensagem de fé, acaba com uma visão do paraíso… Medo!
Classificação:
**
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A Organização (The International)
Neste caso sim! A Relativity Media (que produziu também, por exemplo, "The Pursuit of Happyness", "Charlie Wilson's War" ou "Wanted") não poupou em nada. E o guionista, Eric Warren Singer, atreveu-se a sonhar. Imaginou cenários em variadíssimas cidades europeias – de Berlim a Lyon, de Londres a Turim – e pôde até escrever uma cena em que o Guggenheim de Nova Iorque é totalmente destruído. Este filme é, portanto, sonho molhado de qualquer guionista.O entusiasmo foi tanto que este Eric Warren Singer (Se googlarmos o nome chegamos à conclusão de que terá escrito apenas ESTE filme. De resto foi produtor e actor!) conseguiu escrever um guião simples (no bom sentido), mas verdadeiramente surpreendente, não só devido aos “fireworks” habituais dos grandes orçamentos, mas também criando umas reviravoltas, lógicas mas imprevisíveis, nas personagens e na história… Again: o sonho molhado de qualquer guionista... Neste caso, plenamente desfrutado.
Objectivamente: Um agente da Interpol tenta expor os negócios obscuros de uma instituição bancária internacional, mas, de alguma forma, nunca consegue reunir provas suficientes, nem que para isso tenham de ir desaparecendo pessoas.
O filme é grande em quase todos os sentidos: história, cenários e até actores. A excepção será, talvez, Naomi Watts, a quem “falta um bocadinho assim” para chegar ao nível do que a envolve. Mas nem isso é suficiente para ofuscar o efeito espectacular de todos os ingredientes misturados.
Recomenda-se, sem dúvida, a quem: a) Gosta de histórias de grandes conspirações; b) Gosta de filmes de grandes estúdios; c) Gosta de filmes de polícias e ladrões, versão updated; d) Gosta de ser inquietado com temas actuais ficcionados, como o que é que os grandes bancos poderão andar a fazer com o dinheiros de todos nós; e) Gosta de viajar no cinema.
Só não gostará deste filme quem não gostar de filmes de grandes estúdios… porque é verdade que irrita um bocadinho (só um bocadinho) ser tudo tão possível, tão simples, tão flashy.
Classificação:
****
Monstros vs. Aliens (Monsters vs. Aliens)
É verdade que o filme é para maior de seis anos. E é de animação. Mas, ou o “Rei Leão” e o “Em Busca de Nemo” nos habituaram mal, ou estes factores não têm qualquer influência na mediocridade do resultado final.Uma jovem, no dia do seu casamento com um idiota, é atingida por um meteoro e cresce até ficar do tamanho de quatro arranha céus. Em cativeiro imposto pelo Governo conhece mais três ou quatro monstros. Em conjunto vão ter de ajudar a humanidade a livrar-se de uns invasores aliens liderados por um megalómano em forma de lula apostado em encher o universo de clones seus.
Já sei que as crianças não exigem que lhes justifiquem motivações de personagens, bastando-lhes que as cores sejam apelativas e a história envolvente… Mas também não havia necessidade de chamar idiota ao público jovem. Um bocadinho mais de contexto não tinha feito mal nenhum. Personagens menos planas e estereotipadas também não. E, já agora, porque estamos a falar de um público em formação, que tal uma liçãozita no final? Até os “bonecos de Domingo de manhã”, que duram uns quinze minutos, costumam ter isso…
Em resumo, foi giro ver animação em 3D. Ponto. Nem a voz familiar da Catarina Furtado deu para entusiasmar a audiência.
Classificação:
*
domingo, 19 de abril de 2009
Autocarro 174 (Última Parada 174)
Os bons filmes brasileiros nunca têm um final feliz. Talvez porque as histórias mais brutais e interessantes não estão nas famílias de conto de fadas que nos apresentam nas novelas e sim nas favelas das grandes cidades, onde as vidas são construídas na miséria e à custa de hábitos marginais que condenam para sempre os seus protagonistas.“Autocarro 174” conta a história de dois meninos – Alessandro e Sandro – e de uma mãe sem filho. Alessandro e Sandro são dois desses seres ingénuos e miseráveis a quem a vida negou a oportunidade de crescer do lado certo da lei e, portanto, sem surpresas, tornam-se marginais da pior espécie, a quem os escrúpulos só servem para fazer sofrer.
A história – longa, 110 minutos de pura adrenalina - salta de clímax em clímax, absorvendo por completo o espectador, sem que ele consiga ter demasiada atenção a estruturas ou desempenhos, numa sucessão de momentos chocantes por serem reais. Os actores - jovens, alguns mesmo MUITO jovens - são arrebatadores, exemplares, absolutamente surpreendentes, ao darem vida a cenas que a maior parte dos adultos teria pudor em desempenhar.
Um filmezaço, sem dúvida, infelizmente baseado em acontecimentos reais, que vale MUITO a pena ver e que tem um pequeno extra no final: uma pequena aparição do Capitão Sousa, que toma conta da ocorrência do autocarro sequestrado, e do Capitão Nascimento (“Tropa de Elite”) no desenlace trágico do filme. Uma salva de palmas DE PÉ, para o realizador Bruno Barreto.
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Che: Segunda Parte - A Guerrilha (Che: Part 2)
Se a primeira parte me fez pensar que este podeia ser um acto falhado de Steven Soderbergh, a segunda não deixa dúvidas! É absolutamente abjecta a maneira como (baseado no livro ou não) é completamente deixada de lado a conquinta de Havana. Talvez o grande triunfo da vida de CHE!! Se na 1ª parte estavam quase lá, na segunda já andavamos na Bolívia... O sal e pimenta da sua vida foram absolutamente riscados do mapa, motrando o "quase" e o grande falhanço final. CHE não merecia um retrato que embora longo é redutor no que concerne às suas conquistas e a forma como as atingiu.quinta-feira, 9 de abril de 2009
Ele Não Está Assim Tão Interessado (He’s Just Not That Into You)
Vou esquecer-me tão rapidamente deste filme, que já nem sei muito bem o que escrever sobre ele e ainda agora o vi… Se ele revela enormes verdades sobre homens e mulheres, não o faz a pessoas como eu. A única coisa que me passava pela cabeça à medida que a história ia avançando e as so-colled “revelações” iam acontecendo era… “Mas isso não é óbvio? Em que planeta é que estas pessoas vivem?”…Mas depois fui para casa e, enquanto lavava os dentes e me preparava para ir dormir, dei por mim a rever todos os exemplos de relações mal sucedidas (e até de relações teoricamente bem sucedidas que apenas aguardam uma oportunidade para poderem ser mal sucedidas...) que presenciei e, por entre amigos e conhecidos, encontrei N exemplos de situações semelhantes às retratadas no filme… E sim, pronto, OK, admito: chorei e tal com uma ou outra cena. Ou seja, o filme até faz sentido, levantas questiúnculas quotidianas pertinentes e fá-lo de uma forma leve e pouco penalizante, já que cada uma leva para casa o que quer.
Em resumo, a história pode ser cativante, basta para isso que alguém se identifique com uma das personagens... e elas são tantas que não me parece difícil que isso aconteça (embora não tenha sido o meu caso)… O guião está bem desenvolvido, sendo incisivo nalgumas partes e subtil noutras, embora com alguns exageros próprios de um filme com tom leve de comédia. Mas o verdadeiro destaque vai para as interpretações.
Todos os actores (dos nomes “maiores” aos mais “pequenos”) passaram pelo filme como uma brisa de Verão, leves e frescos, competentes e desinteressados, revelando as agruras das relações como todas nós as conhecemos actualmente (algumas agravadas pelas muitas tecnologias hoje em dia disponíveis para o contacto entre as pessoas)... A química entre Scarlett Johansson e Bradley Cooper saltava do ecrã, não tive dúvidas de que kevin Conolly era apaixonadíssimo pela mesma Scarlett e quase, quase acreditei que a Jennifer Aniston queria mesmo casar com o Ben Afleck…
Pelos actores e pelas questiúnculas que repensamos depois de ver o filme, vale a pena dar um saltinho ao cinema...
Classificação:
***
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Dupla Sedução (Duplicity)
Um aplauso para o guião. É louco, original e divertido. Um tanto ou quanto exagerado em algumas cenas, mas costumam ser essas que ficam na memória, depois de concedermos o “hum, ok… talvez…” bem ponderado. A cena em que mais tenho dificuldade em acreditar é a que coloca os dois CEO’s dos dois impérios da cosmética à porrada num hangar de um aeroporto… Mas… hum, ok… talvez…O melhor do filme está, então encontrado: o guião. A história. É deliciosa. Cheia de reviravoltas e novas informações, com muitas cenas repetidas em que se acrescenta mais um ponto e mais um conto numa história de espionagem industrial cheia de pontos e contos na busca do Santo Graal da cosmética. Até o produto em si, o que busca toda a gente afinal, é delicioso, irónico e é uma ideia muito, muito bem conseguida. Apenas uma pista: não, NÃO É o creme anti-rugas definitivo!
Na verdade, surpreende-me muito que seja o guião a merecer aplausos. Com dois actores como Julia Roberts e Clive Owen, eu achava que não ia ter olhos para mais nada. Mas tive. Porque me parece que algo falhou naquela dupla. Para dois amantes amantíssimos, falta química a rodos. São eficientes na transmissão dos textos, mas não são eficazes na transmissão daquele little something que faz os apaixonados não se resistirem… Será que o Clive cheira mal da boca? Será que a Julia não usa desodorizante? …Algo se passou… E falhou redondamente. O que é uma pena.
O filme acaba por resultar num exercício algo confuso e demasiado cerebral, embora nos leve por um caminho de hipóteses que se vai alargando até ao grande final, em que tudo faz (claro!) mais sentido. Infelizmente, não resulta em pleno. E desconfio que tem muito a ver com a falta de química dos actores, mas não só… Mas, como não sou crítica de cinema, em vez de aventar 500 hipóteses para explicar porque é que não resulta, vou deixar que seja o espectador a decidir. Talvez depois nos possa ensinar qualquer coisa …
Classificação:
***
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Gran Torino (Gran Torino)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Marley & Eu (Marley & Me)
O que espera de “Marley & Eu”? …Eu não esperava mais do que um filmezinho descontraído e bem disposto, com um cachorro irresistível e amoroso, no fundo, um retrato fiel de um bestseller despretensioso que eu não li. E foi isso que obtive.Jannifer Aniston e Owen Wilson garantiam beleza e boa disposição e um monte de labradores (que interpretaram Marly desde o berço até à velhice) prometiam momentos de ternura. Não me enganei.
O filme concentra as atenções nas peripécias de um labrador irreverente que começa por ser apelidado de “o pior cão do mundo” e acaba por chegar a ser o elemento central de uma família coesa, em torno do qual todos giram, com mais ou menos benevolência e mais ou menos carinho, mas sempre tendo-o como o centro das atenções (o bicho faz por isso!). Ou seja, acompanhamos o percurso de Marly como parte integrante de uma família e não como um apêndice dispensável. Não é um filme sobre o amor aos animais, mas faz mais por essa mensagem do que todos os panfletos e campanhas da agressiva PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).
E não há muito mais a dizer sobre “Marly & Eu”. A realização não se nota, nem a fotografia, nem a cinematografia. Os cenários são banais e competentes, cumprindo as funções pouco exigentes que lhes eram exigidas. O guião é simples e eficaz ou não tivesse por base os escritos de um jornalista. Aliás, talvez mereça referência o retrato da insatisfação do dono de Marly como jornalista. É uma side story simples, coerente, fiel à possível realidade de John Grogan. O mesmo para o retrato das crises e motivos de discórdia de um casamento entre duas pessoas que se amam. Bem escrito, sem momentos demasiado catárticos, mas com algumas lições.
No fundo, apesar de não ser um filme memorável, tudo é eficaz… e perfeitamente olvidável. Excepto, talvez, o cão e as frases finais, que numa tentativa de fazer o closure de um filme descontraído com uma espécie de resumo moral (tentação muitas vezes criminosa e que resulta em rotundos falhanços!), nos lembra que não há muitas pessoas que nos amem incondicionalmente e que nos fazem sentir especiais, mas há muitos animais que o fazem. Perfeito final para os animal lovers. …É o meu caso.
Classificação:
***
quarta-feira, 25 de março de 2009
Milk (Milk)
Faço minhas as palavras do Primeiro-Ministro José Sócrates! Calma, não estamos a falar de política… Estamos a falar de filmes: Vão ver o “Milk”! Vale mesmo a pena!Sean Penn é brilhante, incrível, soberbo, fantástico! Qualquer elogio fica aquém daquela interpretação. Ele foi PERFEITO, com maiúsculas. Já nem me lembro dele sem ser um gay orgulhoso. Se é straight, depois disto ninguém diria!
E os elogios ao filme não se resumem a Penn. É tudo bom. Bem delineado. Bem conseguido. Eficaz.
Este filme, sim, é uma biografia, da personagem Harvey Milk e da luta pelos direitos dos homossexuais. Acompanhamos Harvey desde que ele é um gay reprimido em Nova Iorque e se apaixona pelo companheiro que o faz mudar de vida, até ao seu momento final, já no congresso Norte Americano como senador por São Francisco e através de uma vida recheada de momento decisivos e cheios de determinação.
O elenco é brilhante nas suas interpretações. Até as personagens mais exuberantes são humanamente realistas. O guião é despretensioso e eficaz, tornando os momentos climáticos em peças naturais que se vão encaixando no puzzle, sem qualquer sensacionalismo ou aproveitamento gratuito. E Gus VanSant, sempre sem medo de mostrar as cenas mais cruas, leva-nos apenas aos limites do desconforto, não chegando a ultrapassá-los. Não podemos esquecer que estamos a falar de homossexualidade. E, mesmo depois de Brokeback Mountain, o pudor e o preconceito em revelar momentos íntimos entre dois homens mantêm-se no cinema. Mas não neste filme.
Em resumo, só não mereceu o Óscar de Melhor Filme porque apareceu o surpreendente “Slumdog Millionaire”…
Classificação:
*****
segunda-feira, 23 de março de 2009
Che: Primeira Parte - O Argentino (Che: Part 1)
“O Argentino” não é a biografia de Che, é a biografia da revolução Cubana. Neste filme, Steven Soderbergh consegue esquecer-se do seu estilo, perder uma boa história e passar ao lado do cerne de uma personagem icónica que tinha tudo para cativar o público. Há quem espere pela segunda parte da obra para decidir se é boa ou má... Eu não tenho ilusões de que essa possa vir a salvar o emaranhado de batalhas e personagens sem história com que o realizador nos aborreceu nestas duas horas e picos de filme.Benicio del Toro safa-se. Safa-se, não! Na verdade, é brilhante ao confundir-se com o ícone que estamos habituados a ver em t-shirts e bandeiras desde os tempos de liceu. Pena é que não lhe tenham permitido interpretar um Che com emoções genuínas, em vez de escrúpulos cirurgicamente estudados para nos dar a ideia de um homem recto e justo. Aquele Che é totalmente falso como ser humano. E Benicio não tem culpa disso.
Dissecando… O início do filme cheio de legendas escritas a branco - cujo objectivo é levar-nos de trás para a frente no tempo entre a Cidade do México dos anos 50, onde ainda apenas se discute a possibilidade da revolução, e a Nova Iorque de 1964, onde Che vai discursar nas Nações Unidas - em vez de nos deixar entrar serenamente na história, confunde-nos, chateia-nos e começa logo a colocar à prova a nossa paciência. Depois seguem-se uma série de imagens, sem história, em que Che já se encontra na selva Cubana a lutar por um país que não é o seu. A conversa com Fidel Castro, na Cidade do México, cronologicamente antecedente à decisão de se entregar à causa cubana, não nos explica quem é Che e porque é que um médico argentino com uma vida estruturada no México (que inclui mulher e filha) decide tornar-se guerrilheiro e lutar por uma pátria que não é sua. Não explica porque é que Ernesto Guevara tem uma mente megalómana e quer levar a revolução “a toda a América”.
Este “Argentino” é cubano quase desde início, quando é aliciado por um Fidel Castro, mais jovem e efeminado, apresentado já como “a” esperança para uma Cuba oprimida pela ditadura de Baptista. Aliás, quem quer saber, com rigor, quem são aquelas personagens todas, é bom que leia bastante, que google diligentemente a história da revolução cubana antes de se deslocar ao cinema ou saíra de lá como entrou…
Em resumo… Não conhecemos o passado, as motivações, as questões morais nem as paixões desta espécie de homens rectos e determinados, que se vão confundindo e que nos vão levando através de uma sequência de batalhas, do mato para as cidades cubanas, enquanto se aproximam de Havana para perpetrar o famoso golpe de estado. Sabemos que são bravos soldados dedicados à causa e sabemos que Fidel vai estabelecendo acordos políticos com outros grupos rebeldes, cujas pretensões e ideias nos são apresentados em meros segundos, sem que fiquemos a saber se devemos prestar-lhes atenção ou se não mais vão interessar para a história. Aquela sequência de batalhas datadas interessarão, eventualmente, aos cubanos e menos aos milhões de fãs de Che e ainda menos aos que se deslocaram ao cinema dispostos a deixarem-se fascinar por esta personagem marcante.
A luz surge após hora e meia de filme (ou coisa que o valha), quando a batalha está à porta de Havana e uma personagem feminina surge para nos questionar acerca do futuro amoroso de Che. Não é apenas ela que o consegue, mas é neste ponto da história que começa a haver um envolvimento emocional com o público, que começa a haver uma coerência naquela retrato e uma identificação mais segura das personagens. Mas é, sem dúvida, tarde demais...
…Continuo à espera de perceber quem era Ernesto Guevara. Mas já perdi a esperança de ter Soderbergh a elucidar-me. Será que me vou dar ao trabalho de ir ver se me enganei?
terça-feira, 17 de março de 2009
Valquíria (Valkyrie)
Num ano de grandes filmes, este é aquele que, talvez injustamente, “passou ao lado” de muita gente. E ou Tom Cruise está com a popularidade mesmo muito em baixo ou não há motivos para ignorar esta película.A história é aliciante (uma conspiração na Alemanha dos anos 40 para matar o Führer), os actores são excelentes (além de Tom Cruise no papel principal, o de Coronel Claus von Stauffenberg, temos, por exemplo, um sempre competente Kenneth Branagh e um absolutamente surpreendente Bill Nighty no papel de um seriíssimo general alemão!), a realização de Bryan Singer é sóbria e capaz… A crítica terá sido, por isso, demasiado dura com este filme ao arrasá-lo completamente…
Mas nem tudo são rosas, obviamente. E os “pontos contra” também existem…
Para começar, todos sabemos como termina história, no entanto, isso nunca impediu ninguém de fazer um bom filme (Titanic é o exemplo gasto disso mesmo!). Talvez fosse interessante ter um pouco mais de emoção na forma como Bryan Singer filma a história, mas… transformar este filme sóbrio e interessante num thriller descarado desvalorizaria mais o resultado final do que acrescentaria valor, parece-me… Agora… aquela solução de começar com um Tom Cruise sério e convincente a falar alemão para passar para o inglês é arcaica e desinteressante, conseguindo arrancar um sorriso de cepticismo logo no início… Mas o que, claramente, falta é um pouco de contextualização sobre quem são os homens que querem matar Hitler e como é possível que sobrevivam de forma tão ostensiva na Alemanha nazi.
Feitas as contas, o filme recomenda-se. A surpresa de uma história diferente num contexto histórico que todos julgamos conhecer, as interpretações dos fantásticos actores e o sucesso em manter o público respeitoso e reverente perante aquelas figuras distintas e corajosas fazem com que valha a pena pagar um bilhete. E, no fundo, esse é o derradeiro teste…
Classificação:
***
segunda-feira, 9 de março de 2009
O Leitor (The Reader)
Minhas senhoras e meus senhores, vamos todos tirar o chapéu a Kate Winslet!! Para quem pensa ela é só mais uma cara bonita, está bem enganado. Hanna Schmitz (personagem de Kate Winslet), é uma mulher intrigante que estabelece contacto (sim, esse tipo de contacto que estão a pensar, seus pervertidos!) com um adolescente (Michael Berg interpretado por Ralph Fiennes). Para além do calor e emoção, o adolescente lia sempre um livro a pedido de Hanna. Este é o mote para um filme que nos leva para o pós-Segunda Guerra Mudial, na qual Hanna tinha participado como guarda em Auchwitz, sendo presa e julgada no decorrer da história.
Pelo guião e pelas excenlentes interpretações dou...
quinta-feira, 5 de março de 2009
O Wrestler (The Wrestler)
Ora, aqui está a desilusão do ano! Não, não me refiro a Mickey Rourke. Ele é brilhante neste retrato de um wrestler decadente. Só não sabemos quanto daquela personagem é Mickey Rourke e quanto daquilo é um construção de um grande actor… Refiro-me ao filme em si e a todas as expectativas criadas em torno dele.Sim, é um bom retrato, cru e perturbador, de uma América que cria ídolos e os deixa cair sem respeito pelo passado e de um homem para quem o sonho americano não resultou em pleno (e aqui estou quase a citar os críticos profissionais!), mas não é nada mais do que isso. Ou seja, a viagem emocional é mínima, a informação sobre as personagens é mínima - embora consigamos perceber, talvez por conhecermos os estereótipos, quem são - e a evolução de todos os elementos é nula. É um filme triste, contido, enervante (aquela câmara sempre nas costas das personagens chegou ao ponto de enjoar), que nos deixa na dúvida sobre se devemos ter absoluta empatia com a personagem (é isso que o filme sugere) ou considerá-la um idiota chapado, que não aprende com os erros, não tem força para mudar e que não cresce, nem quando já tem idade para “ter juízo”.
A forma crua de filmar e dar a conhecer as vicissitudes de um desporto que todos julgávamos “de mentirinha” (ler com sotaque) e a construção de uma personagem sólida e consistente merecem elogios. De resto, não corresponde às expectativas… que, na verdade, eram MUITO altas...
Classificação:
***
terça-feira, 3 de março de 2009
O Curioso Caso de Banjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
Tem tudo para ser um grande filme. Uma história que atravessa gerações. Uma personagem principal diferente. Um romance arrebatador. Cenários magníficos. Um guião consistente que acaba por ser verosímil. E lições de vida. Mas não chega para ser um filme que ganha 13 Oscars. Não é uma biografia de uma personagem real, não exige do actor nenhuma adaptação física difícil (os efeitos visuais do filme são, salvo raríssimos momentos, brilhantes), não nos ensina muito acerca de história ou de sociologia ou de política. Não nos mostra cultura demasiado exóticas. É entretenimento puro. E entretenimento não ganha Oscars. …Só por isso o filme não deslumbra totalmente.“O Estranho Caso de Benjamin Button” é um filmezão. Um épico, duro, longo, bem estruturado, que prolonga a dor de uma vida difícil, mas que nem por isso passa ao lado dos prazeres da vida. Um amor infantil e impossível, transforma-se numa paixão arrebatadora e depois num carinho respeitoso e cheio de deveres, deixando-nos a todos com um nó na garganta que perdura durante dias… Pelo menos até nos lembrarmos que a vida está nas nossas mãos.
Benjamin tinha uma razão objectiva que o fazia ser diferente dos outros(nasceu velho e morreu novo). Era efectivamente diferente, havia algo que o impedia de viver como queria viver, de ser “normal”, de ser feliz. Mesmo assim, soube sê-lo. A nós, espectadores em geral, são apenas os “macaquinhos no sótão” que nos impedem de atingir a felicidade. Nem que seja apenas para tirar essa conclusão ao sair da sala de cinema, já valeu a pena pagar o bilhete... Não?
Classificação:
****
domingo, 1 de março de 2009
Revolutionary Road (Revolutionary Road)
Este filme não é para toda a gente. Há quem vá achar que é paradão, chato, desinteressante. Há quem pense que foi perder duas horas ao cinema. Para mim é um dos melhores filmes de um ano carregadinho de óptimos filmes.Revolutionary Road é acerca do comportamento humano. Só. Recheado que subtilezas e leituras nas entrelinhas, pouco é o que diz e muito o que deixa para sentir.
Concretamente, Leo e Kate fazem o papel de um casal no meio de uma crise matrimonial. Ela está farta da vidinha nos subúrbios e quer mudar tudo. Ele está aborrecido e desiludido também, mas não sabe o que quer. Amam-se, mas não estão a conseguir encontrar-se. A aparente solução para a crise chega com a sugestão de se mudarem para Paris. Enquanto prepara a mudança, o casal volta a ser feliz, contra tudo e contra todos. Mas a vida é cheia de surpresas e nem tudo corre conforme o previsto. Há quem duvide, quem critique, quem interfira e quem mude de ideias...
É um filme sobre um casal perante o qual ninguém fica indiferente. E o desafio para o espectador é descobrir porquê. Porque é que eles são especiais? Quem encontrar a resposta para esta pergunta, ficará a conhecer-se melhor a si próprio. A interpretação de cada reacção, de cada mudança na história, de cada questão levantada é muito pessoal e diz muito sobre cada um de nós.
As interpretações são excelentes (embora não seja um filme pelo qual eu daria um prémio à Kate), o guião é brilhante, a realização e cinematografia adequadas e cheias de subtilezas que enriquecem a história e os cenários são fantásticos. Só não é, para mim, o melhor filme do ano porque não traz nada de novo em termos estéticos.
Classificação:
*****
"Qué Frô" na red carpet
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
10 anos de Amy Adams
Título
Papel
Notas
2009
Julie Powell
pré-produção
2008
Doubt
Sister James
filmando; em negociação
Miss Pettigrew Lives for a Day
Delysia Lafosse
completo
Sunshine Cleaning
Rose Lorkowski
completo
2007
Charlie Wilson's War
Bonnie Bach
Enchanted
Giselle
Indicada para o prémio BFCA como Melhor Atriz.
Underdog
'Sweet' Polly Purebred (voz)
The Ex
Abby March
2006
Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby
Susan
Tenacious D in: The Pick of Destiny
Gorgeous Woman
Moonlight Serenade
Chloe
2005
Standing Still
Elise
Junebug
Ashley
Ganhou o prémio BFCA Critics' Choice como Melhor Atriz Coadjuvante.
The Wedding Date
Amy
2004
The Last Run
Alexis
2002
Catch Me If You Can
Brenda Strong
Serving Sara
Kate
Pumpkin
Alex
The Slaughter Rule
Doreen
2000
The Chromium Hook
Jill Royaltuber
Psycho Beach Party
Marvel Ann
Cruel Intentions 2
Kathryn
Somente para DVD
1999
Drop Dead Gorgeous
Leslie Miller
Dúvida (Doubt)
O tema é complicado e actual, o guião vem na sequência de uma peça vencedora de um Pulitzer e o elenco tem nomes como Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman. Era, portanto, imperdível. Ainda mais depois de anunciadas as nomeações para os Óscars, onde figuravam os quatro actores principais do filme.As expectativas em relação aos actores não defraudaram. É, de facto, um quarteto de respeito. Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman fazem o habitual diluir de personalidade na personagem. Não se vê o método, não se percebe a técnica, descobrem-se duas pessoas diferentes dos actores que todos conhecemos. Soberbo, como sempre. A descoberta de Amy Adams no papel de doce irmã chega para perceber que ela não precisa do Óscar tão cedo. Outros papéis virão e ela não terá medo de os agarrar. Viola Davis aparece cinco minutos no ecrã e deixa uma impressão indelével. Sempre em contra-cena com Maryl Streep, a actriz consegue levar-nos numa breve viagem ao cerne de um drama familiar intenso e insuspeito. Espero ver mais desta actriz com A grande.
O guião é clean, bem escrito, com a fundamentação cabal de todas as motivações das personagens introduzida subtilmente. Não se pode dizer que seja surpreendente ou que a sua história chegue para mudar uma vida, mas é suficiente, seguramente, para levantar algumas questões e motivar alguma reflexão. Na subtileza do teatro terá, no entanto, funcionado melhor do que nos close ups do grande ecrã.
E os pontos positivos do filme ficam por aqui. A realização é chata e sensaborona, a banda sonora ajuda a que o espectador que sai do trabalho directamente para o cinema acabe por soltar uns bocejos e a cinematografia passa despercebida em imagens banais… Mas de que outra forma poderia ser filmada uma obra sobre dúvida passada no seio de um rígido colégio católico se não com reverências, cânticos litúrgicos, pausas e silêncios?
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Classificação:
***
Take 1 - Dúvida

A dúvida é um filme de "Performers". Para mim a Amy Adams "Sister James" no filme (nomeada para melhor atriz secundária e que perdue para Penelope Cruz) esteve nas nuvens e conseguiu tornar a Meryl Streep numa atriz de contracena tal a profundidade do seu pensamento interior (não esquecer que a personagem pensa sempre!), que nos leva a pensar que grande parte do filme está nos "filmes" que ela faz e que se revelam fatais no desecorrer do filme. Meryl Streep é assim a mulher que sem certezas de nada, torna as Dúvidas de Amy Adams "Sister James" em verade absoluta para eliminar o "padreco" ("Father" Flynn interpretado por Seymour Hoffman). Se é bem sucedida ou não, terão que ver o filme...
Não esperem um filme com realização mirabulante ou um guião de grande profundidade e filosofia. Este é um filme para ver interpretação ao mais alto nível. Talvez por isso tenha tido 2 nomeações para melhor actor principal e 2 para melhor actor secundário.
Pena que me tenha que deslocar ao cinema às 19h uma vez que já não havia sessões à noite (parece que a Pantera dá mais guito!!!)
Espero que gostem do filme. Pelas interpretações dou...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Nominees & Winners for the 81st Academy Awards
Best Picture honors went to "Slumdog Millionaire." The film received eight Oscars in all, including awards for directing, cinematography and original score. In the acting categories, Sean Penn and Kate Winslet took home the awards for Best Actor and Best Actress. Penelope Cruz was named Best Supporting Actress and the Oscar for Best Supporting Actor went to the late Heath Ledger.Jerry Lewis received the Jean Hersholt Humanitarian Award for raising funds and awareness for those suffering from muscular dystrophy.
Performance by an actor in a leading role:
Richard Jenkins in “The Visitor” (Overture Films)
Frank Langella in “Frost/Nixon” (Universal)
Sean Penn in “Milk” (Focus Features)
Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Mickey Rourke in “The Wrestler” (Fox Searchlight)
Performance by an actor in a supporting role:
Josh Brolin in “Milk” (Focus Features)
Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder” (DreamWorks, Distributed by DreamWorks/Paramount)
Philip Seymour Hoffman in “Doubt” (Miramax)
Heath Ledger in “The Dark Knight” (Warner Bros.)
Michael Shannon in “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage)
Performance by an actress in a leading role:
Anne Hathaway in “Rachel Getting Married” (Sony Pictures Classics)
Angelina Jolie in “Changeling” (Universal)
Melissa Leo in “Frozen River” (Sony Pictures Classics)
Meryl Streep in “Doubt” (Miramax)
Kate Winslet in “The Reader” (The Weinstein Company)
Performance by an actress in a supporting role:
Amy Adams in “Doubt” (Miramax)
Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona” (The Weinstein Company)
Viola Davis in “Doubt” (Miramax)
Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Marisa Tomei in “The Wrestler” (Fox Searchlight)
Best animated feature film of the year:
“Bolt” (Walt Disney), Chris Williams and Byron Howard
“Kung Fu Panda” (DreamWorks Animation, Distributed by Paramount), John Stevenson and Mark Osborne
“WALL-E” (Walt Disney), Andrew Stanton
Achievement in art direction:
“Changeling” (Universal), Art Direction: James J. Murakami, Set Decoration: Gary Fettis
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Art Direction: Donald Graham Burt, Set Decoration: Victor J. Zolfo
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Art Direction: Nathan Crowley, Set Decoration: Peter Lando
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Art Direction: Michael Carlin, Set Decoration: Rebecca Alleway
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Art Direction: Kristi Zea, Set Decoration: Debra Schutt
Achievement in cinematography:
“Changeling” (Universal), Tom Stern
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Claudio Miranda
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Wally Pfister
“The Reader” (The Weinstein Company), Chris Menges and Roger Deakins
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Anthony Dod Mantle
Achievement in costume design:
“Australia” (20th Century Fox), Catherine Martin
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Jacqueline West
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Michael O’Connor
“Milk” (Focus Features), Danny Glicker
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Albert Wolsky
Achievement in directing:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Fincher
“Frost/Nixon” (Universal), Ron Howard
“Milk” (Focus Features), Gus Van Sant
“The Reader” (The Weinstein Company), Stephen Daldry
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Danny Boyle
Best documentary feature:
“The Betrayal (Nerakhoon)” (Cinema Guild), A Pandinlao Films Production, Ellen Kuras and Thavisouk Phrasavath
“Encounters at the End of the World” (THINKFilm and Image Entertainment), A Creative Differences Production, Werner Herzog and Henry Kaiser
“The Garden” A Black Valley Films Production, Scott Hamilton Kennedy
“Man on Wire” (Magnolia Pictures), A Wall to Wall in association with Red Box Films Production, James Marsh and Simon Chinn
“Trouble the Water” (Zeitgeist Films), An Elsewhere Films Production, Tia Lessin and Carl Deal
Best documentary short subject:
“The Conscience of Nhem En” A Farallon Films Production, Steven Okazaki
“The Final Inch” Vermilion Films in association with Google.org, Irene Taylor Brodsky and Tom Grant
“Smile Pinki” A Principe Production, Megan Mylan
“The Witness - From the Balcony of Room 306” A Rock Paper Scissors Production, Adam Pertofsky and Margaret Hyde
Achievement in film editing:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Kirk Baxter and Angus Wall
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lee Smith
“Frost/Nixon” (Universal), Mike Hill and Dan Hanley
“Milk” (Focus Features), Elliot Graham
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Chris Dickens
Best foreign language film of the year:
“The Baader Meinhof Complex” A Constantin Film Production, Germany
“The Class” (Sony Pictures Classics), A Haut et Court Production, France
“Departures” (Regent Releasing), A Departures Film Partners Production, Japan
“Revanche” (Janus Films), A Prisma Film/Fernseh Production, Austria
“Waltz with Bashir” (Sony Pictures Classics), A Bridgit Folman Film Gang Production, Israel
Achievement in makeup:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Greg Cannom
“The Dark Knight” (Warner Bros.), John Caglione, Jr. and Conor O’Sullivan
“Hellboy II: The Golden Army” (Universal), Mike Elizalde and Thom Floutz
Achievement in music written for motion pictures (Original score):
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Alexandre Desplat
“Defiance” (Paramount Vantage), James Newton Howard
“Milk” (Focus Features), Danny Elfman
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A.R. Rahman
“WALL-E” (Walt Disney), Thomas Newman
Achievement in music written for motion pictures (Original song):
“Down to Earth” from “WALL-E” (Walt Disney), Music by Peter Gabriel and Thomas Newman, Lyric by Peter Gabriel
“Jai Ho” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music by A.R. Rahman, Lyric by Gulzar
“O Saya” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music and Lyric by A.R. Rahman and Maya Arulpragasam
Best motion picture of the year:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), A Kennedy/Marshall Production, Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Ceán Chaffin, Producers
“Frost/Nixon” (Universal), A Universal Pictures, Imagine Entertainment and Working Title Production, Brian Grazer, Ron Howard and Eric Fellner, Producers
“Milk” (Focus Features), A Groundswell and Jinks/Cohen Company Production, Dan Jinks and Bruce Cohen, Producers
“The Reader” (The Weinstein Company), A Mirage Enterprises and Neunte Babelsberg Film GmbH Production, Anthony Minghella, Sydney Pollack, Donna Gigliotti and Redmond Morris, Producers
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A Celador Films Production, Christian Colson, Producer
Best animated short film:
“La Maison en Petits Cubes” A Robot Communications Production, Kunio Kato
“Lavatory - Lovestory” A Melnitsa Animation Studio and CTB Film Company Production, Konstantin Bronzit
“Oktapodi” (Talantis Films), A Gobelins, L’école de l’image Production, Emud Mokhberi and Thierry Marchand
“Presto” (Walt Disney), A Pixar Animation Studios Production, Doug Sweetland
“This Way Up” A Nexus Production, Alan Smith and Adam Foulkes
Best live action short film:
“Auf der Strecke (On the Line)” (Hamburg Shortfilmagency), An Academy of Media Arts Cologne Production, Reto Caffi
“Manon on the Asphalt” (La Luna Productions), A La Luna Production, Elizabeth Marre and Olivier Pont
“New Boy” (Network Ireland Television), A Zanzibar Films Production, Steph Green and Tamara Anghie
“The Pig” An M & M Production, Tivi Magnusson and Dorte Høgh
“Spielzeugland (Toyland)” A Mephisto Film Production, Jochen Alexander Freydank
Achievement in sound editing:
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Richard King
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), Frank Eulner and Christopher Boyes
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Glenn Freemantle and Tom Sayers
“WALL-E” (Walt Disney), Ben Burtt and Matthew Wood
“Wanted” (Universal), Wylie Stateman
Achievement in sound mixing:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Mark Weingarten
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lora Hirschberg, Gary Rizzo and Ed Novick
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Ian Tapp, Richard Pryke and Resul Pookutty
“WALL-E” (Walt Disney), Tom Myers, Michael Semanick and Ben Burtt
“Wanted” (Universal), Chris Jenkins, Frank A. Montaño and Petr Forejt
Achievement in visual effects:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton and Craig Barron
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber and Paul Franklin
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), John Nelson, Ben Snow, Dan Sudick and Shane Mahan
Adapted screenplay:
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Screenplay by Eric Roth, Screen story by Eric Roth and Robin Swicord
“Doubt” (Miramax), Written by John Patrick Shanley
“Frost/Nixon” (Universal), Screenplay by Peter Morgan
“The Reader” (The Weinstein Company), Screenplay by David Hare
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Screenplay by Simon Beaufoy
Original screenplay:
“Frozen River” (Sony Pictures Classics), Written by Courtney Hunt
“Happy-Go-Lucky” (Miramax), Written by Mike Leigh
“In Bruges” (Focus Features), Written by Martin McDonagh
“Milk” (Focus Features), Written by Dustin Lance Black
“WALL-E” (Walt Disney), Screenplay by Andrew Stanton, Jim Reardon, Original story by Andrew Stanton, Pete Docter
