sexta-feira, 27 de março de 2009

Marley & Eu (Marley & Me)

O que espera de “Marley & Eu”? …Eu não esperava mais do que um filmezinho descontraído e bem disposto, com um cachorro irresistível e amoroso, no fundo, um retrato fiel de um bestseller despretensioso que eu não li. E foi isso que obtive.
Jannifer Aniston e Owen Wilson garantiam beleza e boa disposição e um monte de labradores (que interpretaram Marly desde o berço até à velhice) prometiam momentos de ternura. Não me enganei.
O filme concentra as atenções nas peripécias de um labrador irreverente que começa por ser apelidado de “o pior cão do mundo” e acaba por chegar a ser o elemento central de uma família coesa, em torno do qual todos giram, com mais ou menos benevolência e mais ou menos carinho, mas sempre tendo-o como o centro das atenções (o bicho faz por isso!). Ou seja, acompanhamos o percurso de Marly como parte integrante de uma família e não como um apêndice dispensável. Não é um filme sobre o amor aos animais, mas faz mais por essa mensagem do que todos os panfletos e campanhas da agressiva PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).
E não há muito mais a dizer sobre “Marly & Eu”. A realização não se nota, nem a fotografia, nem a cinematografia. Os cenários são banais e competentes, cumprindo as funções pouco exigentes que lhes eram exigidas. O guião é simples e eficaz ou não tivesse por base os escritos de um jornalista. Aliás, talvez mereça referência o retrato da insatisfação do dono de Marly como jornalista. É uma side story simples, coerente, fiel à possível realidade de John Grogan. O mesmo para o retrato das crises e motivos de discórdia de um casamento entre duas pessoas que se amam. Bem escrito, sem momentos demasiado catárticos, mas com algumas lições.
No fundo, apesar de não ser um filme memorável, tudo é eficaz… e perfeitamente olvidável. Excepto, talvez, o cão e as frases finais, que numa tentativa de fazer o closure de um filme descontraído com uma espécie de resumo moral (tentação muitas vezes criminosa e que resulta em rotundos falhanços!), nos lembra que não há muitas pessoas que nos amem incondicionalmente e que nos fazem sentir especiais, mas há muitos animais que o fazem. Perfeito final para os animal lovers. …É o meu caso.

Classificação:
***

quarta-feira, 25 de março de 2009

Milk (Milk)

Faço minhas as palavras do Primeiro-Ministro José Sócrates! Calma, não estamos a falar de política… Estamos a falar de filmes: Vão ver o “Milk”! Vale mesmo a pena!
Sean Penn é brilhante, incrível, soberbo, fantástico! Qualquer elogio fica aquém daquela interpretação. Ele foi PERFEITO, com maiúsculas. Já nem me lembro dele sem ser um gay orgulhoso. Se é straight, depois disto ninguém diria!
E os elogios ao filme não se resumem a Penn. É tudo bom. Bem delineado. Bem conseguido. Eficaz.
Este filme, sim, é uma biografia, da personagem Harvey Milk e da luta pelos direitos dos homossexuais. Acompanhamos Harvey desde que ele é um gay reprimido em Nova Iorque e se apaixona pelo companheiro que o faz mudar de vida, até ao seu momento final, já no congresso Norte Americano como senador por São Francisco e através de uma vida recheada de momento decisivos e cheios de determinação.
O elenco é brilhante nas suas interpretações. Até as personagens mais exuberantes são humanamente realistas. O guião é despretensioso e eficaz, tornando os momentos climáticos em peças naturais que se vão encaixando no puzzle, sem qualquer sensacionalismo ou aproveitamento gratuito. E Gus VanSant, sempre sem medo de mostrar as cenas mais cruas, leva-nos apenas aos limites do desconforto, não chegando a ultrapassá-los. Não podemos esquecer que estamos a falar de homossexualidade. E, mesmo depois de Brokeback Mountain, o pudor e o preconceito em revelar momentos íntimos entre dois homens mantêm-se no cinema. Mas não neste filme.
Em resumo, só não mereceu o Óscar de Melhor Filme porque apareceu o surpreendente “Slumdog Millionaire”…

Classificação:

*****

segunda-feira, 23 de março de 2009

Che: Primeira Parte - O Argentino (Che: Part 1)

“O Argentino” não é a biografia de Che, é a biografia da revolução Cubana. Neste filme, Steven Soderbergh consegue esquecer-se do seu estilo, perder uma boa história e passar ao lado do cerne de uma personagem icónica que tinha tudo para cativar o público. Há quem espere pela segunda parte da obra para decidir se é boa ou má... Eu não tenho ilusões de que essa possa vir a salvar o emaranhado de batalhas e personagens sem história com que o realizador nos aborreceu nestas duas horas e picos de filme.
Benicio del Toro safa-se. Safa-se, não! Na verdade, é brilhante ao confundir-se com o ícone que estamos habituados a ver em t-shirts e bandeiras desde os tempos de liceu. Pena é que não lhe tenham permitido interpretar um Che com emoções genuínas, em vez de escrúpulos cirurgicamente estudados para nos dar a ideia de um homem recto e justo. Aquele Che é totalmente falso como ser humano. E Benicio não tem culpa disso.
Dissecando… O início do filme cheio de legendas escritas a branco - cujo objectivo é levar-nos de trás para a frente no tempo entre a Cidade do México dos anos 50, onde ainda apenas se discute a possibilidade da revolução, e a Nova Iorque de 1964, onde Che vai discursar nas Nações Unidas - em vez de nos deixar entrar serenamente na história, confunde-nos, chateia-nos e começa logo a colocar à prova a nossa paciência. Depois seguem-se uma série de imagens, sem história, em que Che já se encontra na selva Cubana a lutar por um país que não é o seu. A conversa com Fidel Castro, na Cidade do México, cronologicamente antecedente à decisão de se entregar à causa cubana, não nos explica quem é Che e porque é que um médico argentino com uma vida estruturada no México (que inclui mulher e filha) decide tornar-se guerrilheiro e lutar por uma pátria que não é sua. Não explica porque é que Ernesto Guevara tem uma mente megalómana e quer levar a revolução “a toda a América”.
Este “Argentino” é cubano quase desde início, quando é aliciado por um Fidel Castro, mais jovem e efeminado, apresentado já como “a” esperança para uma Cuba oprimida pela ditadura de Baptista. Aliás, quem quer saber, com rigor, quem são aquelas personagens todas, é bom que leia bastante, que google diligentemente a história da revolução cubana antes de se deslocar ao cinema ou saíra de lá como entrou…
Em resumo… Não conhecemos o passado, as motivações, as questões morais nem as paixões desta espécie de homens rectos e determinados, que se vão confundindo e que nos vão levando através de uma sequência de batalhas, do mato para as cidades cubanas, enquanto se aproximam de Havana para perpetrar o famoso golpe de estado. Sabemos que são bravos soldados dedicados à causa e sabemos que Fidel vai estabelecendo acordos políticos com outros grupos rebeldes, cujas pretensões e ideias nos são apresentados em meros segundos, sem que fiquemos a saber se devemos prestar-lhes atenção ou se não mais vão interessar para a história. Aquela sequência de batalhas datadas interessarão, eventualmente, aos cubanos e menos aos milhões de fãs de Che e ainda menos aos que se deslocaram ao cinema dispostos a deixarem-se fascinar por esta personagem marcante.
A luz surge após hora e meia de filme (ou coisa que o valha), quando a batalha está à porta de Havana e uma personagem feminina surge para nos questionar acerca do futuro amoroso de Che. Não é apenas ela que o consegue, mas é neste ponto da história que começa a haver um envolvimento emocional com o público, que começa a haver uma coerência naquela retrato e uma identificação mais segura das personagens. Mas é, sem dúvida, tarde demais...
…Continuo à espera de perceber quem era Ernesto Guevara. Mas já perdi a esperança de ter Soderbergh a elucidar-me. Será que me vou dar ao trabalho de ir ver se me enganei?


Classificação:
**

terça-feira, 17 de março de 2009

Valquíria (Valkyrie)

Num ano de grandes filmes, este é aquele que, talvez injustamente, “passou ao lado” de muita gente. E ou Tom Cruise está com a popularidade mesmo muito em baixo ou não há motivos para ignorar esta película.
A história é aliciante (uma conspiração na Alemanha dos anos 40 para matar o Führer), os actores são excelentes (além de Tom Cruise no papel principal, o de Coronel Claus von Stauffenberg, temos, por exemplo, um sempre competente Kenneth Branagh e um absolutamente surpreendente Bill Nighty no papel de um seriíssimo general alemão!), a realização de Bryan Singer é sóbria e capaz… A crítica terá sido, por isso, demasiado dura com este filme ao arrasá-lo completamente…
Mas nem tudo são rosas, obviamente. E os “pontos contra” também existem…
Para começar, todos sabemos como termina história, no entanto, isso nunca impediu ninguém de fazer um bom filme (Titanic é o exemplo gasto disso mesmo!). Talvez fosse interessante ter um pouco mais de emoção na forma como Bryan Singer filma a história, mas… transformar este filme sóbrio e interessante num thriller descarado desvalorizaria mais o resultado final do que acrescentaria valor, parece-me… Agora… aquela solução de começar com um Tom Cruise sério e convincente a falar alemão para passar para o inglês é arcaica e desinteressante, conseguindo arrancar um sorriso de cepticismo logo no início… Mas o que, claramente, falta é um pouco de contextualização sobre quem são os homens que querem matar Hitler e como é possível que sobrevivam de forma tão ostensiva na Alemanha nazi.
Feitas as contas, o filme recomenda-se. A surpresa de uma história diferente num contexto histórico que todos julgamos conhecer, as interpretações dos fantásticos actores e o sucesso em manter o público respeitoso e reverente perante aquelas figuras distintas e corajosas fazem com que valha a pena pagar um bilhete. E, no fundo, esse é o derradeiro teste…

Classificação:
***

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Leitor (The Reader)

Minhas senhoras e meus senhores, vamos todos tirar o chapéu a Kate Winslet!! Para quem pensa ela é só mais uma cara bonita, está bem enganado. Hanna Schmitz (personagem de Kate Winslet), é uma mulher intrigante que estabelece contacto (sim, esse tipo de contacto que estão a pensar, seus pervertidos!) com um adolescente (Michael Berg interpretado por Ralph Fiennes). Para além do calor e emoção, o adolescente lia sempre um livro a pedido de Hanna. Este é o mote para um filme que nos leva para o pós-Segunda Guerra Mudial, na qual Hanna tinha participado como guarda em Auchwitz, sendo presa e julgada no decorrer da história.

É obvio que não vou contar o filme, apenas alerto para o facto de não ser aconselhável ter a avó por perto na primeira hora de filme (as cenas se sexo entre o rapaz e Hanna são algo repetitivas e até mesmo inquietates pela maneira "crua" como são apresentadas). No entanto, revela-se um filme com um guião fantástico e com uma Kate Winslet a encarnar as várias fases da vida da personagem que lhe valeu (merecidamente, a meu ver) o Óscar de melhor atriz principal.

Pelo guião e pelas excenlentes interpretações dou...
.
Classificação:
*****

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Wrestler (The Wrestler)

Ora, aqui está a desilusão do ano! Não, não me refiro a Mickey Rourke. Ele é brilhante neste retrato de um wrestler decadente. Só não sabemos quanto daquela personagem é Mickey Rourke e quanto daquilo é um construção de um grande actor… Refiro-me ao filme em si e a todas as expectativas criadas em torno dele.
Sim, é um bom retrato, cru e perturbador, de uma América que cria ídolos e os deixa cair sem respeito pelo passado e de um homem para quem o sonho americano não resultou em pleno (e aqui estou quase a citar os críticos profissionais!), mas não é nada mais do que isso. Ou seja, a viagem emocional é mínima, a informação sobre as personagens é mínima - embora consigamos perceber, talvez por conhecermos os estereótipos, quem são - e a evolução de todos os elementos é nula. É um filme triste, contido, enervante (aquela câmara sempre nas costas das personagens chegou ao ponto de enjoar), que nos deixa na dúvida sobre se devemos ter absoluta empatia com a personagem (é isso que o filme sugere) ou considerá-la um idiota chapado, que não aprende com os erros, não tem força para mudar e que não cresce, nem quando já tem idade para “ter juízo”.
A forma crua de filmar e dar a conhecer as vicissitudes de um desporto que todos julgávamos “de mentirinha” (ler com sotaque) e a construção de uma personagem sólida e consistente merecem elogios. De resto, não corresponde às expectativas… que, na verdade, eram MUITO altas...

Classificação:
***

terça-feira, 3 de março de 2009

O Curioso Caso de Banjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Tem tudo para ser um grande filme. Uma história que atravessa gerações. Uma personagem principal diferente. Um romance arrebatador. Cenários magníficos. Um guião consistente que acaba por ser verosímil. E lições de vida. Mas não chega para ser um filme que ganha 13 Oscars. Não é uma biografia de uma personagem real, não exige do actor nenhuma adaptação física difícil (os efeitos visuais do filme são, salvo raríssimos momentos, brilhantes), não nos ensina muito acerca de história ou de sociologia ou de política. Não nos mostra cultura demasiado exóticas. É entretenimento puro. E entretenimento não ganha Oscars. …Só por isso o filme não deslumbra totalmente.
“O Estranho Caso de Benjamin Button” é um filmezão. Um épico, duro, longo, bem estruturado, que prolonga a dor de uma vida difícil, mas que nem por isso passa ao lado dos prazeres da vida. Um amor infantil e impossível, transforma-se numa paixão arrebatadora e depois num carinho respeitoso e cheio de deveres, deixando-nos a todos com um nó na garganta que perdura durante dias… Pelo menos até nos lembrarmos que a vida está nas nossas mãos.
Benjamin tinha uma razão objectiva que o fazia ser diferente dos outros(nasceu velho e morreu novo). Era efectivamente diferente, havia algo que o impedia de viver como queria viver, de ser “normal”, de ser feliz. Mesmo assim, soube sê-lo. A nós, espectadores em geral, são apenas os “macaquinhos no sótão” que nos impedem de atingir a felicidade. Nem que seja apenas para tirar essa conclusão ao sair da sala de cinema, já valeu a pena pagar o bilhete... Não?


Classificação:
****

domingo, 1 de março de 2009

Revolutionary Road (Revolutionary Road)

Este filme não é para toda a gente. Há quem vá achar que é paradão, chato, desinteressante. Há quem pense que foi perder duas horas ao cinema. Para mim é um dos melhores filmes de um ano carregadinho de óptimos filmes.
Revolutionary Road é acerca do comportamento humano. Só. Recheado que subtilezas e leituras nas entrelinhas, pouco é o que diz e muito o que deixa para sentir.
Concretamente, Leo e Kate fazem o papel de um casal no meio de uma crise matrimonial. Ela está farta da vidinha nos subúrbios e quer mudar tudo. Ele está aborrecido e desiludido também, mas não sabe o que quer. Amam-se, mas não estão a conseguir encontrar-se. A aparente solução para a crise chega com a sugestão de se mudarem para Paris. Enquanto prepara a mudança, o casal volta a ser feliz, contra tudo e contra todos. Mas a vida é cheia de surpresas e nem tudo corre conforme o previsto. Há quem duvide, quem critique, quem interfira e quem mude de ideias...
É um filme sobre um casal perante o qual ninguém fica indiferente. E o desafio para o espectador é descobrir porquê. Porque é que eles são especiais? Quem encontrar a resposta para esta pergunta, ficará a conhecer-se melhor a si próprio. A interpretação de cada reacção, de cada mudança na história, de cada questão levantada é muito pessoal e diz muito sobre cada um de nós.
As interpretações são excelentes (embora não seja um filme pelo qual eu daria um prémio à Kate), o guião é brilhante, a realização e cinematografia adequadas e cheias de subtilezas que enriquecem a história e os cenários são fantásticos. Só não é, para mim, o melhor filme do ano porque não traz nada de novo em termos estéticos.


Classificação:
*****

"Qué Frô" na red carpet


Pois é, é bom saber que em hollywood também há espaço para comuns mortais, que sem falsas pretenções nos mostram aquilo que são sem filtros, sem o "politicamente correcto" ou até mesmo o "engomadinho". Se não gostam comam pipocas!

Assim foi o desfile em "bando" pela red carpet da comitiva indiana, juntos no filme e inseparáveis na cerimónia dos Óscares. Foi absolutamente poética a maneira como foram desfilando todo o exotismo e magia indiana presente no filme até ao púlpito.

Óscares à parte, este é um filme em que o "acaso" toma proporções gigantescas. Uma série de perguntas aparentemente impossíveis de responder (para um "puto" indiano), acabam por ser respondidas corretamente, deixando apresentador e país de boca aberta. A boca ficou tão aberta que a polícia encontrou aí um excelente motivo para dar-lhe um bom "arrail de porrada" para que este confessasse uma possível fraude. Se foi fraude ou não terão que ver o filme.

No entanto, no decorrer de "Slumdog milionaire", uma série de episódios na índia mais profunda e caótica, revelam pequenos pormenores que levam às respostas do programa que o nosso "herói" está prestes a vencer e convencer.

Como nenhum filme vive bem sem uma história de amor, Latika, uma jovem pela qual o protagonista está apaixonado desde "sempre", acaba por ser o principal motivo da participação no concurso.

Se para além do dinheiro ele ainda fica ca "gaja", terão mesmo que ver o filme!!

Para concluir, este bollywood filme é talvez o culminar de uma "era" em que a Índia e o povo indiano, com todo o seu esforço, se implementou no mercado britânico (fruto das anteriores gerações que se mudaram para lá). O guião é arrebatador, bem como a filmografia e a criação de ambientes através da côr que fazem deste filme uma verdadeira Obra de Arte (muito para além do cinema que apenas serve para nos fazer ruminar pipocas).

Apesar de não ser o filme da minha vida, é um filme que todos devemos ver uma vez na vida e por isso leva...
.
Classificação:
*****

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

10 anos de Amy Adams

Para todos os que ficaram de boca aberta com a excelente interpretação da italiana Amy Adams no filme "A Dúvida" aqui está a sua filmografia

Filmografia
Ano
Título
Papel
Notas
2009




Julie & Julia
Julie Powell
pré-produção
2008
Doubt
Sister James
filmando; em negociação
Miss Pettigrew Lives for a Day
Delysia Lafosse
completo
Sunshine Cleaning
Rose Lorkowski
completo
2007
Charlie Wilson's War
Bonnie Bach
Enchanted
Giselle
Indicada para o prémio BFCA como Melhor Atriz.

Indicada para o Golden Globe como Melhor Atriz - Musical ou Comédia

Indicada para o Satellite Awards como Melhor Atriz - Musical ou Comédia
Underdog
'Sweet' Polly Purebred (voz)
The Ex
Abby March
2006
Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby
Susan
Tenacious D in: The Pick of Destiny
Gorgeous Woman
Moonlight Serenade
Chloe
2005
Standing Still
Elise
Junebug
Ashley
Ganhou o prémio BFCA Critics' Choice como Melhor Atriz Coadjuvante.

Indicada para o prémio SAG como Melhor Atriz Coadjuvante

Indicada ao Óscar como Melhor Atriz Coadjuvante
The Wedding Date
Amy
2004
The Last Run
Alexis
2002
Catch Me If You Can
Brenda Strong
Serving Sara
Kate
Pumpkin
Alex
The Slaughter Rule
Doreen
2000
The Chromium Hook
Jill Royaltuber
Psycho Beach Party
Marvel Ann
Cruel Intentions 2
Kathryn
Somente para DVD
1999
Drop Dead Gorgeous
Leslie Miller

Dúvida (Doubt)

O tema é complicado e actual, o guião vem na sequência de uma peça vencedora de um Pulitzer e o elenco tem nomes como Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman. Era, portanto, imperdível. Ainda mais depois de anunciadas as nomeações para os Óscars, onde figuravam os quatro actores principais do filme.
As expectativas em relação aos actores não defraudaram. É, de facto, um quarteto de respeito. Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman
fazem o habitual diluir de personalidade na personagem. Não se vê o método, não se percebe a técnica, descobrem-se duas pessoas diferentes dos actores que todos conhecemos. Soberbo, como sempre. A descoberta de Amy Adams no papel de doce irmã chega para perceber que ela não precisa do Óscar tão cedo. Outros papéis virão e ela não terá medo de os agarrar. Viola Davis aparece cinco minutos no ecrã e deixa uma impressão indelével. Sempre em contra-cena com Maryl Streep, a actriz consegue levar-nos numa breve viagem ao cerne de um drama familiar intenso e insuspeito. Espero ver mais desta actriz com A grande.
O guião é clean, bem escrito, com a fundamentação cabal de todas as motivações das personagens introduzida subtilmente. Não se pode dizer que seja surpreendente ou que a sua história chegue para mudar uma vida, mas é suficiente, seguramente, para levantar algumas questões e motivar alguma reflexão. Na subtileza do teatro terá, no entanto, funcionado melhor do que nos close ups do grande ecrã.
E os pontos positivos do filme ficam por aqui. A realização é chata e sensaborona, a banda sonora ajuda a que o espectador que sai do trabalho directamente para o cinema acabe por soltar uns bocejos e a cinematografia passa despercebida em imagens banais… Mas de que outra forma poderia ser filmada uma obra sobre dúvida passada no seio de um rígido colégio católico se não com reverências, cânticos litúrgicos, pausas e silêncios?

.
Classificação:
***

Take 1 - Dúvida




Começo a minha contribuição neste espaço com este pequeno apontamento crítico sobre a "Dúvida". Espero consiguir manter esta contribuição por muito tempo, embora o "tempo" seja algo que não tenho para dar e oferecer ao desbarato pois tenho que o investir nos FILMES que vejo para não morrer estúpidificado com as notícias pré-formatadas dos nossos meios de comunicação social (alguns... bom... talvez a maioria)!

A dúvida é um filme de "Performers". Para mim a Amy Adams "Sister James" no filme (nomeada para melhor atriz secundária e que perdue para Penelope Cruz) esteve nas nuvens e conseguiu tornar a Meryl Streep numa atriz de contracena tal a profundidade do seu pensamento interior (não esquecer que a personagem pensa sempre!), que nos leva a pensar que grande parte do filme está nos "filmes" que ela faz e que se revelam fatais no desecorrer do filme. Meryl Streep é assim a mulher que sem certezas de nada, torna as Dúvidas de Amy Adams "Sister James" em verade absoluta para eliminar o "padreco" ("Father" Flynn interpretado por Seymour Hoffman). Se é bem sucedida ou não, terão que ver o filme...

Não esperem um filme com realização mirabulante ou um guião de grande profundidade e filosofia. Este é um filme para ver interpretação ao mais alto nível. Talvez por isso tenha tido 2 nomeações para melhor actor principal e 2 para melhor actor secundário.

Pena que me tenha que deslocar ao cinema às 19h uma vez que já não havia sessões à noite (parece que a Pantera dá mais guito!!!)

Espero que gostem do filme. Pelas interpretações dou...
.
Classificação:
****

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Nominees & Winners for the 81st Academy Awards

Best Picture honors went to "Slumdog Millionaire." The film received eight Oscars in all, including awards for directing, cinematography and original score. In the acting categories, Sean Penn and Kate Winslet took home the awards for Best Actor and Best Actress. Penelope Cruz was named Best Supporting Actress and the Oscar for Best Supporting Actor went to the late Heath Ledger.
Jerry Lewis received the Jean Hersholt Humanitarian Award for raising funds and awareness for those suffering from muscular dystrophy.


Performance by an actor in a leading role:

Richard Jenkins in “The Visitor” (Overture Films)
Frank Langella in “Frost/Nixon” (Universal)
Sean Penn in “Milk” (Focus Features)
Brad Pitt in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Mickey Rourke in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Performance by an actor in a supporting role:

Josh Brolin in “Milk” (Focus Features)
Robert Downey Jr. in “Tropic Thunder” (DreamWorks, Distributed by DreamWorks/Paramount)
Philip Seymour Hoffman in “Doubt” (Miramax)
Heath Ledger in “The Dark Knight” (Warner Bros.)
Michael Shannon in “Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage)


Performance by an actress in a leading role:

Anne Hathaway in “Rachel Getting Married” (Sony Pictures Classics)
Angelina Jolie in “Changeling” (Universal)
Melissa Leo in “Frozen River” (Sony Pictures Classics)
Meryl Streep in “Doubt” (Miramax)
Kate Winslet in “The Reader” (The Weinstein Company)


Performance by an actress in a supporting role:

Amy Adams in “Doubt” (Miramax)
Penélope Cruz in “Vicky Cristina Barcelona” (The Weinstein Company)
Viola Davis in “Doubt” (Miramax)
Taraji P. Henson in “The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.)
Marisa Tomei in “The Wrestler” (Fox Searchlight)


Best animated feature film of the year:

“Bolt” (Walt Disney), Chris Williams and Byron Howard
“Kung Fu Panda” (DreamWorks Animation, Distributed by Paramount), John Stevenson and Mark Osborne
“WALL-E” (Walt Disney), Andrew Stanton


Achievement in art direction:

“Changeling” (Universal), Art Direction: James J. Murakami, Set Decoration: Gary Fettis
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Art Direction: Donald Graham Burt, Set Decoration: Victor J. Zolfo
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Art Direction: Nathan Crowley, Set Decoration: Peter Lando
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Art Direction: Michael Carlin, Set Decoration: Rebecca Alleway
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Art Direction: Kristi Zea, Set Decoration: Debra Schutt


Achievement in cinematography:

“Changeling” (Universal), Tom Stern
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Claudio Miranda
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Wally Pfister
“The Reader” (The Weinstein Company), Chris Menges and Roger Deakins
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Anthony Dod Mantle


Achievement in costume design:

“Australia” (20th Century Fox), Catherine Martin
“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Jacqueline West
“The Duchess” (Paramount Vantage, Pathé and BBC Films), Michael O’Connor
“Milk” (Focus Features), Danny Glicker
“Revolutionary Road” (DreamWorks, Distributed by Paramount Vantage), Albert Wolsky


Achievement in directing:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Fincher
“Frost/Nixon” (Universal), Ron Howard
“Milk” (Focus Features), Gus Van Sant
“The Reader” (The Weinstein Company), Stephen Daldry
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Danny Boyle


Best documentary feature:

“The Betrayal (Nerakhoon)” (Cinema Guild), A Pandinlao Films Production, Ellen Kuras and Thavisouk Phrasavath
“Encounters at the End of the World” (THINKFilm and Image Entertainment), A Creative Differences Production, Werner Herzog and Henry Kaiser
“The Garden” A Black Valley Films Production, Scott Hamilton Kennedy
“Man on Wire” (Magnolia Pictures), A Wall to Wall in association with Red Box Films Production, James Marsh and Simon Chinn
“Trouble the Water” (Zeitgeist Films), An Elsewhere Films Production, Tia Lessin and Carl Deal


Best documentary short subject:

“The Conscience of Nhem En” A Farallon Films Production, Steven Okazaki
“The Final Inch” Vermilion Films in association with Google.org, Irene Taylor Brodsky and Tom Grant
“Smile Pinki” A Principe Production, Megan Mylan
“The Witness - From the Balcony of Room 306” A Rock Paper Scissors Production, Adam Pertofsky and Margaret Hyde


Achievement in film editing:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Kirk Baxter and Angus Wall
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lee Smith
“Frost/Nixon” (Universal), Mike Hill and Dan Hanley
“Milk” (Focus Features), Elliot Graham
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Chris Dickens


Best foreign language film of the year:

“The Baader Meinhof Complex” A Constantin Film Production, Germany
“The Class” (Sony Pictures Classics), A Haut et Court Production, France
“Departures” (Regent Releasing), A Departures Film Partners Production, Japan
“Revanche” (Janus Films), A Prisma Film/Fernseh Production, Austria
“Waltz with Bashir” (Sony Pictures Classics), A Bridgit Folman Film Gang Production, Israel


Achievement in makeup:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Greg Cannom
“The Dark Knight” (Warner Bros.), John Caglione, Jr. and Conor O’Sullivan
“Hellboy II: The Golden Army” (Universal), Mike Elizalde and Thom Floutz


Achievement in music written for motion pictures (Original score):

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Alexandre Desplat
“Defiance” (Paramount Vantage), James Newton Howard
“Milk” (Focus Features), Danny Elfman
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A.R. Rahman
“WALL-E” (Walt Disney), Thomas Newman


Achievement in music written for motion pictures (Original song):

“Down to Earth” from “WALL-E” (Walt Disney), Music by Peter Gabriel and Thomas Newman, Lyric by Peter Gabriel
“Jai Ho” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music by A.R. Rahman, Lyric by Gulzar
“O Saya” from “Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Music and Lyric by A.R. Rahman and Maya Arulpragasam


Best motion picture of the year:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), A Kennedy/Marshall Production, Kathleen Kennedy, Frank Marshall and Ceán Chaffin, Producers
“Frost/Nixon” (Universal), A Universal Pictures, Imagine Entertainment and Working Title Production, Brian Grazer, Ron Howard and Eric Fellner, Producers
“Milk” (Focus Features), A Groundswell and Jinks/Cohen Company Production, Dan Jinks and Bruce Cohen, Producers
“The Reader” (The Weinstein Company), A Mirage Enterprises and Neunte Babelsberg Film GmbH Production, Anthony Minghella, Sydney Pollack, Donna Gigliotti and Redmond Morris, Producers
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), A Celador Films Production, Christian Colson, Producer


Best animated short film:

“La Maison en Petits Cubes” A Robot Communications Production, Kunio Kato
“Lavatory - Lovestory” A Melnitsa Animation Studio and CTB Film Company Production, Konstantin Bronzit
“Oktapodi” (Talantis Films), A Gobelins, L’école de l’image Production, Emud Mokhberi and Thierry Marchand
“Presto” (Walt Disney), A Pixar Animation Studios Production, Doug Sweetland
“This Way Up” A Nexus Production, Alan Smith and Adam Foulkes


Best live action short film:

“Auf der Strecke (On the Line)” (Hamburg Shortfilmagency), An Academy of Media Arts Cologne Production, Reto Caffi
“Manon on the Asphalt” (La Luna Productions), A La Luna Production, Elizabeth Marre and Olivier Pont
“New Boy” (Network Ireland Television), A Zanzibar Films Production, Steph Green and Tamara Anghie
“The Pig” An M & M Production, Tivi Magnusson and Dorte Høgh
“Spielzeugland (Toyland)” A Mephisto Film Production, Jochen Alexander Freydank


Achievement in sound editing:

“The Dark Knight” (Warner Bros.), Richard King
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), Frank Eulner and Christopher Boyes
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Glenn Freemantle and Tom Sayers
“WALL-E” (Walt Disney), Ben Burtt and Matthew Wood
“Wanted” (Universal), Wylie Stateman


Achievement in sound mixing:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Mark Weingarten
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Lora Hirschberg, Gary Rizzo and Ed Novick
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Ian Tapp, Richard Pryke and Resul Pookutty
“WALL-E” (Walt Disney), Tom Myers, Michael Semanick and Ben Burtt
“Wanted” (Universal), Chris Jenkins, Frank A. Montaño and Petr Forejt


Achievement in visual effects:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton and Craig Barron
“The Dark Knight” (Warner Bros.), Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber and Paul Franklin
“Iron Man” (Paramount and Marvel Entertainment), John Nelson, Ben Snow, Dan Sudick and Shane Mahan


Adapted screenplay:

“The Curious Case of Benjamin Button” (Paramount and Warner Bros.), Screenplay by Eric Roth, Screen story by Eric Roth and Robin Swicord
“Doubt” (Miramax), Written by John Patrick Shanley
“Frost/Nixon” (Universal), Screenplay by Peter Morgan
“The Reader” (The Weinstein Company), Screenplay by David Hare
“Slumdog Millionaire” (Fox Searchlight), Screenplay by Simon Beaufoy


Original screenplay:

“Frozen River” (Sony Pictures Classics), Written by Courtney Hunt
“Happy-Go-Lucky” (Miramax), Written by Mike Leigh
“In Bruges” (Focus Features), Written by Martin McDonagh
“Milk” (Focus Features), Written by Dustin Lance Black
“WALL-E” (Walt Disney), Screenplay by Andrew Stanton, Jim Reardon, Original story by Andrew Stanton, Pete Docter