Para quem diz que este filme não tem nada a ver com os famosos "Rocky", de Silvester Stalone, os meus parabéns, pois enganaram-me bem... Cristian Bale e Melissa Leo foram assim os que melhor aguentaram o combate e venceram os Óscares para melhor Actor e Atriz Secundários, ficando assim Amy Adams e Mark Wahlberg (que se preparou fisicamente para o filme durante 2 anos) pelo caminho...Este é um "Rocky" cujo problema não é o próprio lutador, mas sim a sua família... No entanto, a ideia de que o que conta não são os murros que levamos, mas sim o quanto aguentamos mantém-se, não havendo, na minha opinião, nada de verdadeiramente novo neste filme...
Na sinopse conta que "Dicky Ecklund é uma antiga lenda do pugilismo que desperdiçou os seus talentos e deitou fora a sua oportunidade de grandeza. Micky Ward, o seu meio-irmão, é um pugilista batalhador que viveu toda a vida na sombra do irmão. "The Fighter" é a história verídica e inspiradora destes dois irmãos que, contra todas as expectativas, se aproximam para treinar para um histórico combate pelo título que irá unir a sua família desfeita, redimir os seus passados e dar finalmente à sua cidade aquilo por que esta tanto espera: orgulho".
Assim, e apesar das muitas nomeações e Óscares leva:
Classificação:
****




Clint Eastwood já nos habituou a filmes sensíveis, que exploram temas que todos conhecemos e sobre os quais nunca queremos falar, quanto mais discutir de forma séria. Se, para alguns, eles “servem para dormir” (como, chocantemente, ouvi dizer ainda dentro da sala de cinema!), para outros, Eastwood é o mestre da delicadeza cinematográfica e da subtileza humana.
Já sabemos que este é um daqueles filmes que é um blockbuster garantido. Junta-se uma dose de Angelina Jolie, outra de Johnny Depp, uma pitadinha de Paul Bettany, mais uma de Timothy Dalton e vai ao forno entre Paris e Veneza. Enfeita-se com russos, barcos, canais, comboios rápidos, jactos e obras de arte, mais um guarda-roupa magnífico e… chega-se a receita inevitável do sucesso. Podia ser sobre a plantação de abacates na África do Sul que haveria, igualmente, filas à porta dos cinema para o ver (e Brad Pitt no local de filmagens a “vigiar” a companheira…).
“Após quase cinquenta anos de casamento, Sofia, a dedicada esposa, amante, musa e secretária de Leo Tolstói – ela copiou o manuscrito de Guerra e Paz seis vezes à mão - vê subitamente o seu mundo virado do avesso. Ao adoptar uma nova religião, o grande escritor russo renuncia aos seus títulos de nobreza, às suas propriedades e inclusivamente à sua família, trocando tudo pela pobreza, vegetarianismo e mesmo o celibato. Após ela lhe ter dado treze filhos. Quando Sofia descobre que o fiel discípulo de Tolstói, Chertkov - que ela despreza - pode ter persuadido secretamente o marido a assinar um novo testamento, onde deixa os direitos das suas novelas icónicas ao povo russo e não à sua própria família, é consumida por uma raiva justificada. Empregando toda a sua astúcia, todos os truques de sedução do seu considerável arsenal, Sofia luta ferozmente por aquilo que considera ser seu por direito. No entanto, quanto mais radicais são as suas acções, mais facilmente Chertkov consegue persuadir Tolstói do mal que ela fará à sua gloriosa herança.”

Mais um filme desencantado, que dá conta da “revolução” que, silenciosa, ocorre nas vidas de todos nós. Já não acreditamos em muito e o que nos vais sendo revelado à custa da “era da informação não filtrada”, apoiada nas novas tecnologias, faz-nos acreditar em menos ainda. Entre câmaras em directo da guerra, Tweets e Wikileaks, esta é mais uma obra política, destinada ao público cansado de ser enganado pela elite política e ávido de saber “tudo”… na esperança de que, sabendo tudo, possa tomar atitudes...

É verdadeiramente assustadora a realidade expressa neste documentário... Apesar de uma sonoplastia muito duvidosa que coloca entrevistados frente a frente com frases graves que não foram ditas na entrevista, mas sim, que foram colocadas à posteriori com o intuito de os ridicularizar, os visados não têm desculpa pelos actos perpretados no passado. No entanto, e o mais assustador de tudo, é que estas são exactamente as mesmas pessoas em quem Barack Obama deposita a sua confiança para (des)governar a grande potência mundial.
Devo em primeiro lugar realçar que este filme é uma agradável surpresa, e que não é necessário ser-se um guru da economia para perceber que a ficção traduzida neste filme, reflecte a realidade da crise grave que nos afecta a todos, fruto da ganância e lucro descontrolado.
“Hachiko é um cão especial, com a alcunha de "Hachi", e acompanha o seu dono Parker, um professor universitário, todos os dias, até a estação de comboios para o ver partir, retornando à estação, todas as tardes para cumprimentá-lo ao final de cada dia. A natureza emocionalmente complexa do que sucede quando esta sua rotina descontraída é interrompida, faz da história de Hachi, um conto intemporal. A fiel devoção de um cão ao seu dono mostra o grande poder do amor e revela que o mais simples dos actos pode tornar-se no mais grandioso gesto de todos”, diz a sinopse da Lusomundo.



Este filme é uma autêntica surpresa. Quem for ao cinema à espera de um banal filme de acção americano - mesmo que assuma que Angelina Jolie sabe o que escolhe - não estará seguramente preparado para esta história.