Com um início e uma premissa iguais ao de “Coyote Bar”, um desenvolvimento aborrecido e previsível - que até inclui (cliché dos clichés!) um empreendimento imobiliário que ameaça nascer no exacto local do amado teatro burlesco - e um final, ainda mais aborrecido e previsível, onde todos vivem felizes para sempre… a uma coisa que faz valer a pena ir ao cinema ver este filme é… o espectáculo!Belas mulheres semi-despidas, em poses e coreografias sensuais; belos homens no meio das belas mulheres; Cher e Aguilera a cantar (Aguilera também dança e é uma das belas mulheres semi-despidas)… Sem dúvida que há espectáculo!
“Burlesque” não vai fazer história no cinema, mas “funda” uma nova modalidade desportiva: o Burlesco. Procurem as aulas no vosso ginásio… Pode valer a pena…
Entretanto… aqui fica a sinopse da Lusomundo: “Ali é uma rapariga de uma cidade pequena com uma voz magnífica, que escapa às dificuldades e a um futuro incerto para seguir os seus sonhos até Los Angeles. Após ter descoberto o "The Burlesque Lounge", um teatro majestoso mas em decadência, onde se representa uma revista musical inspirada, Ali arranja um emprego a servir cocktails, que lhe é concedido por Tess, a proprietária do clube e estrela principal. O chocante guarda-roupa do Burlesco e a coreografia arrojada arrebatam a jovem ingénua, que sonha representar nesse teatro um dia. Ali não tarda a fazer amizade com uma dançarina famosa, arranja uma inimiga numa artista ciumenta e problemática e conquista o afecto de Jack, um bartender e colega músico. Com a ajuda de um inteligente director de cena e um apresentador de números transsexuais, Ali passa do bar para o palco. A sua voz espectacular recupera a antiga glória do "The Burlesque Lounge", mas não antes de um empresário carismático ter entrado em cena com uma proposta tentadora...”
“Após quase cinquenta anos de casamento, Sofia, a dedicada esposa, amante, musa e secretária de Leo Tolstói – ela copiou o manuscrito de Guerra e Paz seis vezes à mão - vê subitamente o seu mundo virado do avesso. Ao adoptar uma nova religião, o grande escritor russo renuncia aos seus títulos de nobreza, às suas propriedades e inclusivamente à sua família, trocando tudo pela pobreza, vegetarianismo e mesmo o celibato. Após ela lhe ter dado treze filhos. Quando Sofia descobre que o fiel discípulo de Tolstói, Chertkov - que ela despreza - pode ter persuadido secretamente o marido a assinar um novo testamento, onde deixa os direitos das suas novelas icónicas ao povo russo e não à sua própria família, é consumida por uma raiva justificada. Empregando toda a sua astúcia, todos os truques de sedução do seu considerável arsenal, Sofia luta ferozmente por aquilo que considera ser seu por direito. No entanto, quanto mais radicais são as suas acções, mais facilmente Chertkov consegue persuadir Tolstói do mal que ela fará à sua gloriosa herança.”

Mais um filme desencantado, que dá conta da “revolução” que, silenciosa, ocorre nas vidas de todos nós. Já não acreditamos em muito e o que nos vais sendo revelado à custa da “era da informação não filtrada”, apoiada nas novas tecnologias, faz-nos acreditar em menos ainda. Entre câmaras em directo da guerra, Tweets e Wikileaks, esta é mais uma obra política, destinada ao público cansado de ser enganado pela elite política e ávido de saber “tudo”… na esperança de que, sabendo tudo, possa tomar atitudes...

É verdadeiramente assustadora a realidade expressa neste documentário... Apesar de uma sonoplastia muito duvidosa que coloca entrevistados frente a frente com frases graves que não foram ditas na entrevista, mas sim, que foram colocadas à posteriori com o intuito de os ridicularizar, os visados não têm desculpa pelos actos perpretados no passado. No entanto, e o mais assustador de tudo, é que estas são exactamente as mesmas pessoas em quem Barack Obama deposita a sua confiança para (des)governar a grande potência mundial.
Devo em primeiro lugar realçar que este filme é uma agradável surpresa, e que não é necessário ser-se um guru da economia para perceber que a ficção traduzida neste filme, reflecte a realidade da crise grave que nos afecta a todos, fruto da ganância e lucro descontrolado.
“Hachiko é um cão especial, com a alcunha de "Hachi", e acompanha o seu dono Parker, um professor universitário, todos os dias, até a estação de comboios para o ver partir, retornando à estação, todas as tardes para cumprimentá-lo ao final de cada dia. A natureza emocionalmente complexa do que sucede quando esta sua rotina descontraída é interrompida, faz da história de Hachi, um conto intemporal. A fiel devoção de um cão ao seu dono mostra o grande poder do amor e revela que o mais simples dos actos pode tornar-se no mais grandioso gesto de todos”, diz a sinopse da Lusomundo.



Este filme é uma autêntica surpresa. Quem for ao cinema à espera de um banal filme de acção americano - mesmo que assuma que Angelina Jolie sabe o que escolhe - não estará seguramente preparado para esta história.


Desculpem se vos vou estragar o suspense mas Les Daltons e Rantanpan não foram contemplados e o Jolly Jumper não tem a crina loura :(((((



